Crusoé: A eleição sob a toga
Campanhas de vários níveis focam na crise institucional no STF para mobilizar eleitores
A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), detonada após a revelação das mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, levou candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente a falar do assunto.
Para os dois principais candidatos a presidente, a estratégia é tentar jogar o escândalo para o seu oponente, embora ambos tenham tido algum envolvimento com Vorcaro.
Nesta semana, circularam notícias de que Lula teria recebido um uísque do ex-banqueiro e que Flávio voou em um de seus jatinhos.
Para os senadores, que têm o poder de pedir impeachment de ministro do STF, toda novidade pode virar um comentário nas redes sociais ou uma iniciativa legislativa.
Senadores que tentam novo mandato na Casa, como Alessandro Vieira, do MDB, e Carlos Viana, do PSD, pediram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Moraes, denunciaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Conselho de Ética, e solicitaram o impeachment de Kassio Nunes Marques.
Nada escapa aos seus olhos atentos.
Candidatos que tentam entrar no Senado foram obrigados a tocar no assunto, independentemente de seu lado no espectro ideológico.
Foi o caso das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, candidatas por São Paulo, que passaram a defender a investigação de Moraes.
Entre os candidatos a governador, o que mais fala do assunto é o senador Sergio Moro, candidato a governador do Paraná pelo PL.
Moro se aproveita da sua fama como ex-juiz da operação Lava Jato para reclamar decoro e pedir investigação na Corte suprema.
Mas o curioso é que mesmo candidatos…
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