CPMI do INSS marca nova data para apresentação do relatório final
Decisão ocorre após o Supremo Tribunal Federal derrubar a ordem de Mendonça para que Alcolumbre prorrogasse o colegiado
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS marcou para sexta-feira, 27, a apresentação do relatório final pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O anúncio foi feito pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Inicialmente, a apresentação ocorreria na quarta-feira, 25, mas com a decisão do ministro André Medonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), prorrogasse a CPMI, a reunião foi cancelada. A nova data foi marcada por causa da derrubada da decisão de Mendonça pelo plenário do STF nesta quinta.
Com a derrubada, o prazo para a comissão encerrar seus trabalhos vai até sábado, 28. Viana ressaltou que espera que a votação do relatório também ocorra na sexta, mas, de acordo com o senador, isso dependará do tempo para a presentação por Gaspar.
Além disso, podem ser feitos pedidos de vista, o que empurraria a votação para sábado.
O senador falou também que o relator está buscando um consenso sobre o documento junto à base do governo Lula (PT). Conforme Viana, há divergências em relação aos pedidos de indiciamento. Uma possibilidade, pontuou o presidente da CPMI, é destacarem trechos do relatório para votação separada do restante do texto.
Viana ainda lamentou a derrubada da decisão de Mendonça pelo plenário do Supremo. “O que assistimos aqui [no STF] é o fim do sonho dos aposentados brasileiros que foram roubados de ver uma investigação seguir em frente e chegar a todas as áreas do poder em nosso país, que infelizmente têm membros envolvidos nesse golpe milionário contra a previdência brasileira”, declarou o congressista, em coletiva de imprensa.
“Mas, eu tenho muita clareza de dizer para vocês que lutamos até o último momento, com todas as nossas forças. Nós mostramos ao Brasil todas as quadrilhas, quem roubou, como roubou, da maneira como eles usaram o dinheiro de um desrespeito absurdo. Dinheiro comprando objetos de luxo, imóveis. E agora, vão todos para o relatório, que eu espero seja lido amanhã, na sexta-feira”.
Viana prosseguiu: “E espero, com toda a sinceridade, que o nosso trabalho seja reconhecido pela PGR, que essas pessoas sejam indiciadas, que respondem a processos, sejam condenadas, e continuem na cadeia, principalmente os 14 que estão presos e que fazem parte dos núcleos principais”.
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