CPMI aprova quebra de sigilo fiscal do presidente de sindicato de Frei Chico
O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos foi alvo de nova fase da Operação Sem Desconto nesta quinta-feira
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira, 9, um requerimento de quebra de sigilos bancário e fiscal de Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) – que tem o irmão do presidente Lula (PT), Frei Chico, como vice-presidente.
Milton vai prestar depoimento à CPMI nesta quinta. O sindicato foi alvo hoje da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
O requerimento de quebra de sigilo aprovado é de autoria do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Abrange o período de 1º de janeiro de 2019 a 3 de outubro de 2025.
“No período compreendido entre 2019 e 2025, o Sindnapi movimentou mais de R$ 1,2 bilhão, oriundos de descontos compulsórios aplicados diretamente sobre os benefícios previdenciários de milhões de aposentados e pensionistas. Parte significativa desses recursos foi direcionada a empresas e pessoas físicas com vínculos familiares e funcionais com o então presidente da entidade, o que levanta sérias dúvidas sobre a legalidade, a moralidade e a transparência dessas operações”, afirma o senador na justificativa do pedido.
Ainda hoje, a CPMI aprovou também um requerimento para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envie o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) referente a Milton.
Além disso, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa dele, Daugliesi Giacomasi Souza, e de João Batista Inocentini, ex-presidente do sindicato.
Na nova fase da Operação Sem Desconto hoje, a PF, com o o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu 66 mandados de busca e apreensão em sete estados – São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia– e no Distrito Federal.
“A ação de hoje tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, informou a corporação em comunicado.
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