Congressistas destinam R$ 13,5 milhões em emendas para times de futebol
A lista de responsáveis pelos repasses inclui o senador Renan Calheiros (MDB-AL), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros
Deputados federais e senadores destinaram pelo menos 13,5 milhões de reais do Orçamento da União para times de futebol nos últimos três anos, por meio de emendas parlamentares. No total, 31 clubes foram contemplados com montantes.
Na lista dos congressistas responsáveis pelos repasses, estão o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), e os deputados Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Rosângela Reis (PL-MG), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lincoln Portela (PL-MG).
As informações são do jornal O Globo. Segundo o veículo, para justificar a destinação dos valores, estes costumam ser vinculados a projetos sociais, como estruturação das categorias de base, mas há casos em que foram usados com o time profissional.
No CSA, de Maceió, por exemplo, 652 mil reais de uma emenda de Renan Calheiros custearam a folha de pagamento, incluindo fisioterapeuta, roupeiro, preparadores físicos e de goleiros, técnico e jogadores da base. Além disso, 224,5 mil reais foram pagos para o chefe do departamento médico da equipe profissional.
Do total de 13,5 milhões de reais, 10,5 milhões de reais foram destinados em 2024. No último ano, Renan Calheiros destinou 1 milhão de reais ao CSA; Soraya, 1,5 milhão de reais ao Operário Futebol Clube, de Campo Grande; Marcelo Álvaro Antônio e Rosangela Reis, 2,5 milhões de reais ao Ideal Futebol Clube, de Ipatinga (MG); Nikolas, 400 mil reais ao União Futebol Clube, em Divino (MG); e Lincoln, 400 mil reais ao Operário Esporte Clube, de Raul Soares (MG).
O Operário Esporte Clube informou ter investido o montante que recebeu na estrutura do seu campo de treinamento. Adquiriu itens como traves oficiais para futebol de campo, placar eletrônico, projetor e bandeiras de escanteio.
Lincoln Portela fez o repasse com o objetivo de “desenvolvimento de crianças e jovens por meio do futebol”.
Segundo o Ministério do Esporte, se for comprovado o uso dos recursos para outros fins que não sejam o objeto da emenda, o clube será obrigado a devolvê-los. “Todos os termos mencionados são oriundos de emenda parlamentar, portanto, de execução obrigatória. E tanto sua destinação, quanto o objeto da execução também são de indicação dos parlamentares”, pontuou a pasta, em nota ao jornal.
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