Comissão da Câmara aprova moção de repúdio a Lula e apoio a Bolsonaro
O colegiado repudiou a decisão do governo federal de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 12, uma moção de repúdio ao governo Lula (PT) pela decisão de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Além disso, aprovou uma moção de louvor e regozijo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), proposta pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e outras de apoio ao político.
O requerimento de moção de repúdio é de autoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). “A decisão do governo de retirar o Brasil da IHRA, organização dedicada à preservação da memória do genocídio de seis milhões de judeus e ao combate ao antissemitismo, é um ato de gravíssima irresponsabilidade e uma afronta aos valores democráticos e humanitários que o Brasil historicamente defende“, pontua na justificativa do pedido.
“Tal medida, anunciada sem transparência pelo Executivo e confirmada pelo
Ministério das Relações Exteriores de Israel em 24 de julho de 2025, representa um retrocesso
moral e diplomático, alinhando o país a posturas que enfraquecem o consenso global contra o ódio e a intolerância”.
Já na justificativa do requerimento de moção de louvor e regozijo a Bolsonaro, Sóstenes destaca supostos feitos do governo do ex-presidente e diz que ele “recuperou o país da tragédia ao longo de 14 anos do Governo Petistas“.
Além disso, pontua que Bolsonaro “luta para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa, dando ênfase ao cumprimento dos direitos humanos, previsto no Pacto de São José da Costa Rica”.
A lista de moções aprovadas inclui ainda uma solicitada pelo líder da oposição, Luciano Zucco (PL-RS), de solidariedade a Bolsonaro, diante de “circunstâncias que indicam possível perseguição de natureza política”; e uma solicitada por Evair Vieira de Melo (PP-ES) de apoio ao ex-presidente por causa das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, como uso de tornozeleira eletrônica.
“Vivemos dias sombrios. Dias em que o poder, não satisfeito em julgar, passou a acusar e punir antes mesmo de qualquer condenação. O mesmo poder que deveria velar pelas liberdades agora as sufoca, vestindo-se de legalidade para ocultar os traços de perseguição escancarada”, diz Evair na justificativa do seu requerimento.
“Recolhimento noturno, tornozeleira eletrônica, censura digital, proibição de contato com o próprio filho – que justiça é esta que proíbe o afeto e amordaça a consciência?”.
A Comissão de Segurança Pública é presidida pelo deputado federal oposicionista Paulo Bilynskyj (PL-SP).
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