“Claro atropelo”, diz campanha de Flávio sobre decisões do TSE
Nota critica decisões sobre canal pró-Lula e sustenta que cabe à Presidência do TSE fiscalizar acordo firmado com a Meta
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente criticou nesta segunda-feira, 12, decisões da Justiça Eleitoral envolvendo o canal “Exército do Lula” e afirmou haver “complacência” com a disseminação de fake news favoráveis ao presidente Lula (PT).
Em nota, a equipe do candidato também sustentou que cabe à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fiscalizar o cumprimento do plano de conformidade firmado com as plataformas, enquanto à Corregedoria compete analisar eventual abuso de poder.
“É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake news a favor de Lula. O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma. É acintoso”, inicia a nota.
“As diversas ações na Justiça Eleitoral possuem conteúdos distintos e efeitos diversos. Jamais se colocou ao Corregedor, na imensa Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida por sistemática disseminação de fake news em favor de Lula, o descumprimento flagrante do Plano de Conformidade que foi firmado entre o Grupo Meta e a Justiça Eleitoral. Não há uma linha sequer na AIJE sobre isso, pelo simples motivo de que a competência para essa fiscalização é do Presidente e não do Corregedor”.
A campanha prossegue: “Ao Corregedor, compete analisar a prática de abuso de poder. Ao Presidente, controlar o Plano de Conformidade firmado com as Plataformas, que jamais deveriam permitir a instrumentalização de seus canais para fins ilícitos. O único objetivo da campanha é o cumprimento da lei e o combate às fake News. Que esse seja o objetivo de todos. O contexto é de claro atropelo. Mais uma vez a favor da fake news. Sempre a favor de Lula”.
As decisões do TSE
O “Exército do Lula” é um canal de WhatsApp administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), criado após o primeiro turno para mobilizar apoiadores de Lula na reta final da campanha.
A ferramenta cresceu rapidamente e chegou a reunir cerca de 3,3 milhões de seguidores, com orientações para que participantes compartilhassem conteúdos, ampliassem o número de integrantes e atuassem de forma coordenada nas redes sociais.
A campanha de Flávio acionou o Tribunal Superior Eleitoral e pediu a suspensão do canal, sob a acusação de que a estrutura estava sendo usada para disseminar informações falsas e coordenar a amplificação de publicações.
O presidente do TSE acolheu o pedido e mandou retirar o canal do ar, afirmando que ele vinha difundindo conteúdos que a Corte já havia considerado sem sustentação mínima e que havia orientações destinadas a contornar salvaguardas do WhatsApp.
Horas depois, porém, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e restabeleceu o canal, por considerar insuficientes as provas disponíveis para mantê-lo suspenso.
Nunes Marques, então, acionou a área técnica do TSE para analisar a circulação dos conteúdos, eventual atuação coordenada e riscos ao processo eleitoral.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)