Cid Gomes debocha de ocupação do Senado e propõe expulsão com retroescavadeira
“Qualquer coisa, eu até me prontifiquei a colocar uma retroescavadeira”, disse o senador cearense
O senador cearense Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro Gomes (PDT), afirmou, em tom de brincadeira, que se prontificou a usar uma retroescavadeira para auxiliar na desocupação do plenário do Senado Federal:
“Qualquer coisa, eu até me prontifiquei a colocar uma retroescavadeira”, disse o senador.
Ao citar a retroescavadeira, Cid Gomes faz menção indiretamente ao episódio em que usou o referido maquinário para desocupar batalhão policial invadido por agentes amotinados, em 2020, em Sobral (CE).
O Senado foi ocupado, na última terça-feira, 5 de agosto, por senadores que pressionam por anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF).
A recente declaração de Cid, em tom de deboche, ocorreu após a reunião de líderes, convocada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para chegar a uma solução para o impasse da ocupação.
Cid Gomes se disse preocupado também com o risco de que a medida provisória que eleva a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até dois salários mínimos, equivalentes a R$ 3.036,00, perca a validade.
Por outro lado, o senador conterrâneo de Cid, Eduardo Girão (Novo) tem sido um dos nomes mais ativos na ocupação do plenário do Senado. O cearense é um crítico contumaz da atuação dos ministros do STF, principalmente Alexandre de Moraes. Segundo o senador, vivemos sob a “ditadura da toga”
Girão tem mantido uma agenda de revezamento com outros colegas para seguir no local e impedir o retorno dos trabalhos.
No Senado, mais de dez congressistas participaram do revezamento, cada um permanecendo por cerca de duas horas no plenário. Essas ações fazem parte do chamado “pacote da paz”, anunciado por membros da oposição durante uma declaração à imprensa na rampa do Congresso.
A ocupação da Câmara e do Senado
Além do Senado, também houve ocupação das mesas diretoras da Câmara dos Deputados. Com os rostos cobertos por adesivos e correntes amarradas nas mãos, o grupo manifesta seu descontentamento em relação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), imposta na última segunda-feira, 4.
O movimento obstruiu os trabalhos legislativos, impedindo a realização da ordem do dia. As exceções ficam por conta das audiências públicas, que não requerem quórum mínimo para ocorrer.
Durante o dia, as atividades e a rotina dos políticos têm sido amplamente divulgadas nas redes sociais.
Vídeos mostram o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) dormindo sob uma das mesas diretora e senadores utilizando correntes amarradas nas mãos enquanto dialogam entre si.
Alguns deles também foram vistos fazendo discursos na tribuna com esparadrapos cobrindo suas bocas, simbolizando uma alegação de “censura” imposta pelo STF.
“Um problema de soberania nacional”
No decorrer do dia, o senador Marcos do Val exibiu sua tornozeleira eletrônica, uma medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele se manteve com um adesivo na boca enquanto seus colegas participavam de uma coletiva de imprensa.
A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas (PP), orientou suas bancadas a não registrarem presença nos plenários. Em comunicado, o grupo qualificou como “legítimo” o movimento obstrutivo realizado pela oposição.
Durante a madrugada desta quarta-feira, 6, os parlamentares revezaram-se nas mesas diretoras como parte da estratégia de protesto.
O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, afirmou em um vídeo: “Estamos iniciando uma ação na Câmara e no Senado, ocupando as mesas diretoras, e não sairemos até que os presidentes das duas Casas se reúnam para resolvermos um problema de soberania nacional.”
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Comentários (1)
WALTER FANAIA DIAS
07.08.2025 10:54Depois, não querem que Shandão seja durão;; com essa corja, tem que ser corajoso mesmo; o bolsonarismo é meio selvagem!