Centrão prepara resposta à reforma ministerial de Lula
Integrantes de partidos como União Brasil e PSD defendem que o presidente da Câmara paute urgência de decretos que sustem mudanças no IOF
Líderes parlamentares defendem uma reação ao presidente Lula, que excluiu os partidos do Centrão da reforma ministerial iniciada em janeiro e que deve ser concluída nos próximos dias.
A ideia é pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar na pauta a urgência de votação de pelo menos um dos vários projetos de decretos legislativos apresentados desde sexta-feira, que visam sustar a norma do governo federal que aumentou as principais alíquotas do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.
Como revelou Crusoé na semana passada, somente na sexta-feira aproximadamente 15 deputados apresentaram propostas para revogar as mudanças instituídas pelo Ministério da Fazenda. Algumas frentes, como a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS) e a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), reagiram negativamente à alta do IOF.
Governo Lula: ainda mais isolado
Uma eventual derrota do Poder Executivo na Câmara, conforme lideranças ouvidas por este portal, reafirmaria a sensação de que o governo Lula está completamente isolado no Congresso Nacional.
Desde o final do ano passado, deputados do Centrão defendiam que Lula abrisse espaço para estes partidos para reafirmar seu compromisso com a tal ‘Frente Ampla’, que ajudou a eleger o petista em 2022. Na reforma, foram discutidas, por exemplo, as nomeações dos ex-presidentes da Câmara Arthur Lira e do Senado Rodrigo Pacheco. Os dois ficaram de fora da reforma.
Contudo, ao invés de abrir espaço para o Centrão, Lula ampliou espaço para o PT e para siglas alinhadas como o PSOL. O partido de Lula herdou o Ministério da Saúde, com Alexandre Padilha e a Secretaria-Geral deve cair no colo de Guilherme Boulos.
Entre as principais mudanças no IOF está a elevação da alíquota de 3,38% para 3,5% nas operações de cartão de crédito e débito internacional; e aumento de alíquota de 1,1% para 3,5% na operação de compra de moeda em espécie e remessa para contas no exterior.
Originalmente, o governo pretendia reforçar o caixa em 20,5 bilhões de reais em 2025 e em 41 bilhões de reais no ano que vem com as novas alíquotas de IOF.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
26.05.2025 08:17Por favor, parlamentares do centrão , cortem essa euforia do governo Lula de taxar tudo e todos. O triste é não acreditar que algum de vocês irá lutar pelo corte de gastos de vocês próprios. Que falta faz a ética na vida pública…