CCJ da Câmara vai ouvir hacker em processo de cassação de Zambelli
Deputada federal licenciada é alvo de representação apresentada pela Mesa Diretora da Câmara por causa de condenação pelo STF
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados marcou para a próxima quarta-feira, 10, as primeiras oitivas de testemunhas no processo em que o colegiado votará a aplicação da pena de perda de mandato contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A representação contra a parlamentar licenciada, que está presa na Itália, foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara por causa da condenação dela por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
O relator é o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). Na quarta-feira, às 10h, a CCJ vai ouvir o hacker Walter Delgatti Neto, que foi condenado com Zambelli no caso do CNJ. Já às 14h, será ouvido Michel Spiero, assistente técnico da defesa na ação penal contra a deputada no STF. Tanto Delgatti Neto como Spierto já confirmaram a participação.
As oitivas de testemunhas são parte das diligências definidas pelo relator com o presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), para serem realizadas na instrução probatória referente à representação.
Justiça da Itália manteve prisão
Após pedir mais tempo para analisar o caso de Carla Zambelli, a Justiça da Itália decidiu, em 28 de agosto, manter a deputada federal brasileira presa no complexo penitenciário de Ribibbia, nos arredores de Roma.
A defesa de Zambelli pedia que ela pudesse aguardar o julgamento de extradição ao Brasil em liberdade.
A deputada passou por audiência de custódia em 27 de agosto. Ao analisarem o laudo médico de Zambelli, os juízes afirmaram que a deputada brasileira tem condições de seguir em uma prisão.
O perito médico avaliou “que a equipe que trabalha na unidade onde a paciente está internada garante a administração correta de terapias farmacológicas, o monitoramento básico e especializado constante da saúde e a administração correta e consistente das terapias estabelecidas.”
A defesa da deputada alega que ela sofre uma série de problemas “físicos e psicológicos”, que a impediriam de permanecer no presídio.
Zambelli foi presa em Roma em 29 de julho. Ela estava foragida após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal no caso do CNJ.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)