Castro posa com Flávio Bolsonaro em dia de julgamento no STF
Ex-governador foi tornado inelegível pelo TSE por abuso de poder político e econômico, mas mantém candidatura ao Senado
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reuniu nesta quarta, 8, com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), na sede nacional do Partido Liberal, em Brasília.
O encontro ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa o modelo de eleição para um mandato-tampão no Rio de Janeiro.
“Em Brasília, manhã de reunião com o nosso presidente Flávio Bolsonaro. Conversamos sobre os caminhos que o Rio de Janeiro e o Brasil têm pela frente, sobre o cenário eleitoral e os próximos passos. Mais unidos do que nunca, pelo Brasil, pelo RJ e pelas pessoas!”, diz a publicação.
Em 24 de março, Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a decisão, ele ficará impedido de disputar eleições por oito anos.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reafirmou seu “firme e irrestrito apoio” ao ex-governador e disse que Castro seguirá como candidato ao Senado pelo Rio. Segundo o dirigente, a sigla atuará para “reverter” a sua inelegibilidade.
O que o STF analisa
O STF analisa dispositivos de uma lei aprovada pela Alerj que prevê eleição indireta, com voto aberto e prazo de 24 horas para desincompatibilização dos candidatos.
No plenário virtual, a maioria dos ministros havia se posicionado a favor do modelo indireto com voto secreto. No entanto, abriu-se divergência liderada por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que defendem a realização de eleição direta.
Para esses ministros, houve possível desvio de finalidade na renúncia de Castro, que teria ocorrido para evitar os efeitos políticos imediatos da cassação.
O PSD alegou que Castro fez uma manobra com objetivo de manter seu grupo político no poder e que a decisão do TSE viola entendimento do STF, que já reconheceu eleição direta quando a vacância ocorre há mais de seis meses da eleição
Com isso, Zanin determinou a suspensão da eleição indireta definida pelo TSE.
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Comentários (1)
Marcos
08.04.2026 17:20BOLSONARO PERDEU O MEU VOTO E VAI PERDER MUITOS MAIS APOIANDO O EX-GOVERNADOR.