Castro defende Polícia após prisão de MC Poze

12.07.2026

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Castro defende Polícia após prisão de MC Poze

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 05.06.2025 17:21 comentários
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Castro defende Polícia após prisão de MC Poze

"Eu sou músico. Então, o negócio de criminalizar músico não existe aqui", disse o governador do Rio

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4 minutos de leitura 05.06.2025 17:21 comentários 1
Castro defende Polícia após prisão de MC Poze
Fotos: Rafael Campos/Governo do RJ

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), saiu em defesa da Polícia Civil após críticas sobre a prisão do funkeiro Marlon Brendon Coelho Couto, o MC Poze do Rodo, efetuada na quinta-feira, 29.

Castro afirmou que a polícia cumpriu uma decisão judicial e também rebateu as acusações de que o Estado estaria tentando criminalizar o gênero musical funk.

“Eu sou músico. Então, o negócio de criminalizar músico não existe aqui. Isso jamais acontecerá. O que aconteceu foi uma investigação da Polícia Civil que foi remetida ao Judiciário, e o Judiciário decretou a prisão. Não foi a polícia que chegou lá e prendeu. A polícia fez uma investigação, levou ao Judiciário e o Judiciário entendeu que ali tinha indícios de autoria e materialidade para prender um cidadão. Não é porque ele é MC, músico”, disse à Rádio CBN.

Habeas corpus

Na segunda-feira, 2, o desembargador Peterson Barroso, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, aceitou o pedido de habeas corpus e revogou a prisão temporária de Poze.

“O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade”, diz trecho da decisão proferida.

No despacho, o magistrado citou a falta de punição aos responsáveis pelo esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, enquanto, segundo ele, “prende-se um jovem que trabalha cantando e ganhando seu pão de cada dia”.

“Registre-se, na oportunidade, que aqueles que levam fortuna do INSS contra idosos ficam tranquilos por nada acontecer e, ao mesmo tempo, prende-se um jovem que trabalha cantando e ganhando seu pão de cada dia, podendo responder à investigação e processo criminal em liberdade. Tais extremos não combinam”, afirma.

Na decisão, o desembargador aponta que a prisão temporária de Poze “não é exatamente a solução almejada pela população”.

Segundo Peterson Barroso, os chefes da organização criminosa que deveriam ser presos.

A Justiça impôs medidas cautelares ao funkeiro.

Prisão

Em 29 de maio, Poze do Rodo foi preso em sua casa no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.

De acordo com as investigações, Poze é acusado de apologia ao tráfico de drogas e envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho (CV).

As autoridades afirmam que o MC faz shows exclusivamente em áreas controladas pelo Comando Vermelho, com presença ostensiva de traficantes armados que atuam como seguranças dos eventos. 

Além disso, a polícia indica que esses eventos são usados pela facção para gerar lucro com a venda de drogas e financiar a compra de armas e equipamentos para a prática de crimes.

Um dos elementos usados pela polícia para justificar o pedido de prisão é um vídeo de um show realizado em 17 de maio, na Cidade de Deus.

No registro, Poze canta músicas que exaltam chefes do Comando Vermelho, enquanto um homem armado com fuzil grava a apresentação.

Dois dias depois, no mesmo local, o policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foi morto com um tiro na cabeça.

O agente já havia sido subsecretário de Ordem Pública e diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis.

Ligação com o CV

Ao ser transferido para a Penitenciária Serrano Neves, a Bangu 3, o funkeiro declarou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ter ligação com o Comando Vermelho.

Com isso, ele foi colocado em uma unidade destinada a integrantes da facção criminosa.

A Justiça havia mantido a prisão em audiência de custódia, realizada na cadeia de Benfica, para onde o funkeiro havia sido levado após a detenção.

Ao ser levado para a Cidade da Polícia, Poze não quis dar declarações e apenas reclamou das algemas.

Já durante a transferência para a Polinter, afirmou: “Isso é perseguição, mané. Cara de pau, isso aí é perseguição. É indício, mas não tem prova com nada. Manda provar aí”. Disse ainda que a polícia deveria focar nos criminosos que atuam nas favelas.

Leia também: MC Poze declara ligação com o Comando Vermelho

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Comentários (1)

Fabio B

05.06.2025 17:38

Esse meliante não é antes de tudo um criminoso, um faccionado declarado a serviço do Comando Vermelho. Quando foi preso, ele próprio já declarou sua afiliação a essa organização terrorista que domina amplas regiões do país. Hoje, morre mais gente no Brasil por causa dessas facções do que em muitos países em guerra. Quantos ainda serão vítimas das mais variadas barbaridades? O Brasil precisa encarar essa realidade pelo que ela é: uma guerra. Um verdadeiro estado paralelo está tomando nosso território a cada dia, impondo suas próprias leis, seus julgamentos, sua ordem brutal. Cobram impostos, matam, estupram, massacram. Isso não é mais criminalidade comum, é terrorismo interno. Esse estado terrorista precisa ser enfrentado com a aplicação do direito penal do inimigo. Eles não são mais cidadãos, não podem mais ser tratados como brasileiros comuns nas mesmas leis comuns. São invasores. E como tal, o tratamento deve ser o mesmo dado a qualquer força inimiga em território nacional: Declaração de guerra! Não pode haver espaço para "promotor de cultura" do crime, "líder comunitário" ou "influencer" alinhado à facção, não importa. Esses elementos devem ser presos em definitivo ou abatidos, sem hesitação. Os territórios sob domínio do crime devem ser retomados à força. Seus soldados do crime que defendem seus territórios tomados devem ser eliminados ou encarcerados para sempre. Agentes infiltrados nas instituições, políticos ou servidores cooptados por facções, devem ser tratados como traidores, ou seja, julgados e punidos com o mesmo rigor aplicado a espiões em tempos de guerra. E após o enfrentamento, é preciso recuperar a população sob esse julgo criminoso. Investimento maciço em educação cívica, disciplina, e ordem. Escolas e quartéis precisam ocupar esses espaços para reverter a ocupação cultural. Só assim será possível retomar o controle do país nessas regiões, com autoridade, coragem e disposição para combater o inimigo do Estado brasileiro.


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