Caso Marielle: Justiça aumenta penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz
MP solicitou aumento das penas em razão da forma de execução, planejamento da ação criminosa e a repercussão internacional do crime
A Justiça do Rio de Janeiro aumentou as penas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Com a decisão, Lessa teve a pena ampliada de e 78 anos e 9 meses para 81 anos e 10 meses de prisão. Já Élcio passou de 59 anos e 8 meses para 76 anos e 6 meses.
O MP sustentou que havia a necessidade da ampliação das penas dos condenados em razão da forma de execução, o planejamento da ação criminosa e a repercussão internacional do crime.
Em 2024, Élcio e Ronnie foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri da Capital pelos assassinatos e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
Eles responderam por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação, após denúncia apresentada pelo MPRJ.
Caso Marielle
Marielle e Anderson foram mortos a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio.
O atentado também feriu a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.
Além de Ronnie e Élcio, foram condenados como mandantes do crime: os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.
Além deles, o ex-policial Ronald Pereira e o ex-assessor Robson Calixto receberam condenações ligadas ao monitoramento e à organização criminosa.
Já o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa foi condenado por corrupção e obstrução de justiça.
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