Caso Deolane: investigada por ligação com PCC recebeu Bolsa Família
Segundo investigadores, empresa de Elidiane e marido movimentou mais de R$ 20 milhões e tinha patrimônio incompatível com declarações oficiais
A investigação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra identificou que uma mulher apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro do PCC recebeu Bolsa Família entre 2013 e 2017, período em que a empresa da família dela movimentou mais de R$ 20 milhões.
Segundo os investigadores, Elidiane Saldanha Lopes Lemos e o marido, Ciro Cesar Lemos, administravam a transportadora Lado a Lado, sediada ao lado da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
A empresa é apontada como peça central do esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
De acordo com o Ministério Público, “os denunciados mantinham estreita relação com o Primeiro Comando da Capital, com utilização da referida empresa para o branqueamento de capitais”.
A investigação começou após a apreensão de bilhetes do PCC dentro da penitenciária, incluindo mensagens que mencionavam uma “mulher da transportadora”.
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Movimentações milionárias
A polícia afirma que a empresa apresentou movimentações incompatíveis com os dados declarados oficialmente.
Em 2018, por exemplo, a transportadora informou não ter realizado atividades operacionais ou financeiras, embora as análises bancárias indiquem movimentações milionárias no período.
Os investigadores também apontam crescimento patrimonial considerado suspeito.
A empresa foi aberta em 2015 com capital social de R$ 300 mil e, quatro anos depois, já tinha patrimônio declarado de R$ 3,61 milhões e uma frota de 56 veículos, incluindo caminhões e SUVs novos.
Mesmo nesse período, Elidiane permaneceu cadastrada no Bolsa Família e recebeu valores mensais entre R$ 140 e R$ 212. Segundo a investigação, suas contas pessoais movimentaram mais de R$ 1 milhão entre 2015 e 2019.
A polícia suspeita que Elidiane e o marido atuavam como laranjas de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de Alejandro Camacho, conhecido como Gordão, ambos ligados à cúpula do PCC.
Mensagens encontradas em celulares apreendidos também apontariam repasses para Deolane Bezerra.
Ciro e Elidiane chegaram a ser condenados pela Justiça paulista, mas seguem foragidos. Mandados de prisão expedidos em 2025 ainda não foram cumpridos.
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Comentários (1)
Marcos
24.05.2026 09:35ELA TEM TODOS OS "PREDICADOS" PARA SE ELEGER COMO VEREADORA OU COMO PREFEITA, OU COMO DEPUTADA (FEDERAL OU ESTADUAL), COMO SENADORA E FINALMENTE COMO A NOSSA QUERIDA PRESIDENTA DA REPÚBLICA.