Sindicato denuncia regalias para Deolane em prisão
Segundo denúncia, espaço usado pela influenciadora passou por adaptações antes de sua chegada à unidade
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) supostas regalias concedidas à influenciadora Deolane Bezerra (foto) durante o período em que ela ficou presa na Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista.
Segundo o sindicato, Deolane teria recebido tratamento “diferenciado” nas cerca de 14 horas em que permaneceu na unidade.
Entre os benefícios apontados estão cela isolada, chuveiro privativo, cama diferente da usada pelas demais detentas e alimentação separada.
De acordo com os policiais penais, uma área destinada a presas que aguardam atendimento médico teria sido adaptada exclusivamente para receber a influenciadora.
O local também teria passado por pintura e pequenas reformas antes da chegada dela.
O sindicato afirma ainda que agentes foram impedidos de acessar o espaço onde Deolane estava custodiada e que a recepção da advogada foi feita pessoalmente por um diretor da unidade, o que classificaram como tratamento “diferenciado”.
A SAP informou que Deolane foi custodiada “como advogada”, conforme decisão judicial, mas não disse se abrirá apuração sobre as denúncias.
Já a OAB-SP afirmou que o Estatuto da Advocacia prevê recolhimento separado para advogados presos preventivamente e declarou que acompanha o caso “no âmbito da defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não por qualquer privilégio pessoal”.
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PCC
Os investigadores identificaram Deolane Bezerra como recebedora de dinheiro do PCC.
A facção fazia depósitos em espécie para a influenciadora por meio da transportadora de cargas.
Em sua conta física, Deolane recebeu 1.067.505,00 reais em depósitos fracionados abaixo de 10 mil reais entre 2018 e 2021.
Segundo a polícia, o intermediador era Everton de Souza, o Player, que também foi preso na quinta.
As investigações o apontam como operador financeiro da organização.
Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram Player dando orientações sobre distribuição de dinheiro da transportadora de cargas controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino.
Os investigadores também apontaram irregularidades em cerca de 50 depósitos feitos a duas empresas de Deolane, no valor total de 716 mil reais.
As transferências foram feitas por uma empresa que se apresenta como banco de crédito, mas tem um morador da Bahia que recebe em torno de um salário mínimo ao mês como responsável.
Para os investigadores, a falta de identificação desses créditos nas contas de Deolane e de suas empresas apontam para mais um indício de ocultação e/ou dissimulação de recursos do PCC.
A Justiça determinou o bloqueio de 27 milhões de reais em nome de Deolane Bezerra.
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