Casa elevada de barro e madeira redefine construção
Edifício sustentável em Funes usa quincha e materiais naturais
Na região oeste de Funes, na Argentina, uma construção sustentável vem chamando atenção por sua proposta inovadora e alinhada às tendências globais de responsabilidade ambiental. O Refúgio Hestia rompe com o padrão tradicional de concreto e aço ao adotar barro, madeira e palha como protagonistas da obra. Mais do que um espaço comunitário, o projeto se consolida como exemplo prático de como técnicas naturais podem impulsionar o mercado imobiliário sustentável, agregando valor ecológico, eficiência energética e identidade arquitetônica.
O que torna a bioconstrução uma tendência no mercado imobiliário?
A bioconstrução vem ganhando espaço por responder a uma demanda crescente por imóveis mais eficientes, saudáveis e alinhados às práticas ambientais responsáveis. Em cidades como Funes, projetos como o Refúgio Hestia demonstram que é possível unir tradição construtiva e inovação técnica sem comprometer conforto ou segurança.
No setor imobiliário, empreendimentos sustentáveis tendem a atrair compradores e investidores atentos à redução de custos operacionais e à valorização de longo prazo. Entre os principais diferenciais competitivos desse modelo, destacam-se:
- Uso de materiais locais com menor impacto ambiental;
- Redução da dependência de cimento e processos industriais intensivos;
- Melhor desempenho térmico natural;
- Valorização do imóvel por seu apelo ecológico.
Esses fatores posicionam a bioconstrução como alternativa estratégica dentro de um mercado cada vez mais orientado por critérios de sustentabilidade e eficiência.

Como funciona o sistema de quincha aplicado ao Refúgio Hestia?
O projeto em Funes adotou a técnica da quincha, método tradicional que combina estrutura de madeira com preenchimento de barro e fibras naturais. A base estrutural foi executada com madeira laminada de eucalipto, formando um esqueleto resistente e elevado do solo, favorecendo ventilação e durabilidade.
Sobre essa estrutura são aplicadas camadas de argila e palha, criando paredes espessas que oferecem excelente isolamento térmico. O processo inclui etapas específicas que garantem qualidade e resistência, como:
- Aplicação inicial do barro para preenchimento estrutural;
- Etapa intermediária de correção chamada tapahueco;
- Revestimento final com barro fino e farinha com cal;
- Acabamentos que permitem a respiração das paredes.
Essa composição favorece estabilidade térmica, conforto interno e menor necessidade de climatização artificial, características valorizadas no mercado de imóveis sustentáveis.

Quais soluções garantem conforto térmico e eficiência energética?
Um dos principais diferenciais do Refúgio Hestia está na capacidade de manter temperaturas internas próximas de 24 °C e umidade equilibrada. As paredes de terra crua absorvem e liberam vapor gradualmente, criando um ambiente interno estável e saudável.
Além disso, o projeto incorpora soluções energéticas que ampliam sua autonomia. Entre os recursos planejados e implementados, destacam-se:
- Estufa de inércia térmica para aquecimento eficiente no inverno;
- Preparação estrutural para instalação de painéis fotovoltaicos;
- Sistema de captação e reaproveitamento de água da chuva;
- Uso de estuco veneziano em áreas úmidas para proteção adicional.
Essas estratégias reduzem despesas futuras com energia e tornam o imóvel mais atrativo sob o ponto de vista de custo-benefício no longo prazo.
A bioconstrução é financeiramente vantajosa no longo prazo?
Embora a fase inicial de construção possa demandar investimento maior em mão de obra especializada e tempo de execução, a bioconstrução tende a compensar financeiramente ao longo dos anos. O processo artesanal exige qualificação técnica, mas resulta em edificações mais eficientes e com menor necessidade de manutenção corretiva.
No contexto imobiliário, imóveis sustentáveis apresentam potencial de valorização crescente, especialmente diante do aumento dos custos energéticos. A combinação entre conforto térmico natural, menor consumo de eletricidade e apelo ambiental fortalece a atratividade do empreendimento, consolidando a bioconstrução como alternativa estratégica para investidores e proprietários que buscam visão de longo prazo.
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