Carluxo prevê nova queda de Bolsonaro na PF: “Provavelmente vai se repetir”
Vereador diz que labirintite se agravou após uso contínuo de novos medicamentos
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) defendeu que Jair Bolsonaro (PL) cumpra pena em prisão domiciliar, após os exames realizados nesta quarta-feira, 7, pelo ex-presidente, no Hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro foi levado à unidade de saúde depois de sofrer uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal (PF).
Em entrevista a jornalistas, Carlos afirmou que o episódio “provavelmente vai se repetir”, em razão do quadro de labirintite enfrentado pelo pai. O vereador criticou o tempo de resposta no atendimento médico dentro da PF e classificou como “inaceitável“ a demora para a realização dos exames.
“Pode se repetir. Provavelmente vai se repetir porque eu conheço meu pai. A labirintite é algo que vem em uma crescente ao longo do tempo, ainda mais com o uso contínuo dessas novas medicações. Então, focar principalmente com o que pode acontecer novamente. Imaginem se acontece novamente e há esse quadro novamente de atraso no atendimento de forma inacreditável. 24 horas depois, inclusive é inaceitável, 24 horas depois, mais de 24 horas depois, ele se dirigiu ao hospital para, aí sim, fazer exames e ficar em um tempo de observação. Então, quando você fala em observação não é alguém ficar olhando para a cara dele para ver se ele vai desmaiar.”
“Melhor situação é ser acompanhado em casa”
Para Carluxo, o momento exige que o ex-presidente esteja em casa, ao lado da família.
“O que está nos autos não é o que está acontecendo na vida real. Você tem que seguir o que está nos autos para que a garantia de uma pessoa continue existindo. Infelizmente isso não é o que está acontecendo.
Então, é lógico que nos leva a crer que há alguma coisa de errado, porque eu acredito na competência da Polícia Federal, acredito na competência dos envolvidos, mas há muitos quadros estranhos que estão acontecendo que nos levam a crer, que nos levam a desconfiar, que a melhor situação no momento é ele ser acompanhado dentro de casa por sua esposa, sua filha e sua família, porque provavelmente vai acontecer novamente.”
“Traumatismo craniano leve”
O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos responsáveis por acompanhar Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta, 7, que o ex-presidente caiu ao tentar andar na sala de Estado-Maior onde cumpre pena pela condenação na ação penal do golpe.
Segundo Caiado, os exames constataram “traumatismo craniano leve“.
O ex-presidente já deixou o Hospital DF Star, onde realizou os exames, e retornou para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
“O presidente foi submetido a uma tomografia do crânio, a uma ressonância magnética do crânio e também, como investigação complementar, a um eletroencefalograma. Porque, num primeiro momento, houve uma suspeita de uma crise convulsiva. Em relação aos exames que foram feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve, e intracrânio não há lesão“, pontuou Brasil Caiado.
“Isso é bom para ele. O eletroencefalograma também normal. A partir disso, nós orientamos a transferência de volta, porque em relação a exames, não precisamos neste momento”.
O profissional ressaltou que é importante saber o motivo do acidente. “Há uma suspeita inicial, que nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços”, declarou.
Caiado disse que os médicos vão avaliar se precisarão suspender os medicamentos.
PF responde a críticas de Bolsonaro
Ainda nesta quarta, a Polícia Federal (PF) atendeu à determinação do ministro Alexandre de Moraes e enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre a alegação da defesa de Bolsonaro de que o equipamento de ar-condicionado vem causando incômodos ao político durante a prisão.
Em sua resposta, a PF afirma que, em relação à redução ou eliminação do ruído do equipamento, “não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção, que demandaria paralisação prolongada das atividades da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”.
Em relação a uma mudança de Bolsonaro para outro local, a corporação afirma que “não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional para instalação de Sala de Estado-Maior”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)