Candidata filha de ministro do TCU propõe antecipar pensão alimentícia
Este ano marca a estreia nas urnas de Cris Nardes (Republicanos), filha de Augusto Nardes, como candidata deputada distrital
A candidata a deputada distrital Cris Nardes (Republicanos), filha do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, tem como uma das propostas de sua campanha a criação de um programa por meio do qual o governo do Distrito Federal anteciparia o pagamento de pensões alimentícias já reconhecidas pela Justiça. O GDF assumiria a responsabilidade de cobrar o devedor.
Denominado “Pensão Garantida“, o programa, segundo a candidata, busca resolver um dos principais problemas enfrentados por mulheres que dependem de pensão alimentícia, garantindo segurança financeira mesmo diante da inadimplência do responsável.
Este ano marca a estreia de Cris Nardes nas urnas. Jornalista e especializada em gestão empresarial, ela foi secretária de governança do governo do DF e é fundadora de uma associação, a Rede Governança Brasil (RGB).
Seu programa para um eventual mandato de deputada distrital tem 12 eixos temáticos, que incluem combate à corrupção, saúde pública, segurança, educação, empreendedorismo, famílias atípicas, creches, terceiro setor e agropecuária.
O programa prevê ainda o estabelecimento de prazo máximo em lei para realização de mamografia e preventivo, eliminando filas de espera que afetam o diagnóstico precoce de doenças como câncer de mama e cervical. Além disso, um programa que oferece capital para alunas do Ensino Médio ou técnico com bom desempenho para iniciar seu próprio negócio, fomentando autonomia econômica e empreendedorismo feminino.
O Republicanos, partido de Cris, faz parte da coligação que apoia a reeleição de Celina Leão (PP) como governadora do DF nas eleições de 2026, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) para as duas vagas de senador.
Aposentadoria antecipada
Como mostramos, Augusto Nardes, pai de Cris, comunicou que se aposentará voluntariamente em 10 de dezembro de 2026, dez meses antes de atingir a idade da aposentadoria compulsória. A decisão de deixar o TCU antecipadamente já movimenta os bastidores políticos em Brasília.
O anúncio foi formalizado pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, em ofício enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). No documento, a decisão de Nardes é descrita como “irrevogável e irretratável”, permitindo que a Casa inicie com antecedência o planejamento para a sucessão.
A vaga pertence à cota da Câmara dos Deputados e tende a se transformar em mais uma disputa de peso entre partidos e grupos políticos. A antecipação da vacância também reforça o poder de articulação de Motta, que passará a conduzir as negociações em torno da escolha do futuro ministro.
Nos bastidores, o PP já reivindica o espaço, embora ainda evite apresentar publicamente um candidato.
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