Camilo lamenta que Ciro tenha se aliado ao bolsonarismo no Ceará
“Eu não falo os motivos disso, é lamentável, mas enfim, cada um toma suas decisões", afirmou o ministro da educação nesta quarta-feira, 21 de maio
O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) se reuniu recentemente com lideranças cearenses bolsonaristas do PL, União Brasil e Progressistas, e sinalizou a construção de uma aliança contra o PT nas eleições de 2026.
Ele disse que, apesar de no ponto de vista nacional haver diferenças “às vezes incontornáveis”, há convergências entre eles para “salvar o Ceará”.
Ciro afirmou que vê no deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai de André Fernandes (PL) – fervoroso defensor de Jair Bolsonaro – “todos os dotes e qualificações”, “um homem decente, de fé” para o Senado em 2026.
Ele desconversou sobre a possibilidade de se lançar pela aliança em formação como candidato ao governo do Estado. Em conversa reservada, porém, deu esperanças de que pode concorrer mais uma vez ao governo do Ceará.
Camilo critica Ciro
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), lamentou a aproximação de Ciro com políticos bolsonaristas do Ceará:
“Eu não falo os motivos disso, é lamentável, mas enfim, cada um toma suas decisões”, afirmou o ministro nesta quarta-feira, 21 de maio, após participar de debate na Câmara sobre o novo marco regulatório do ensino online.
Camilo acrescentou: “Sempre eu digo, caberá à vida e aos eleitores que nos julgam dar as respostas. Os eleitores têm dado as respostas”.
EAD
Durante a audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Camilo rebateu críticas de setores educacionais e declarou que não houve preconceito contra a modalidade EAD.
O novo marco regulatório, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira (19), proíbe a oferta de cursos superiores 100% a distância nas áreas de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia. A regra prevê ainda que outros cursos da área da saúde e de licenciaturas só poderão ser ofertados em modelo híbrido.
Segundo o ministro, o crescimento desordenado do ensino a distância no Brasil exigia uma resposta do Estado.
“Não acredito que o povo brasileiro queira ser atendido por um enfermeiro formado 100% a distância neste país”, disse Camilo.
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