Câmara aprova votos de pesar pela morte do papa Francisco
Presidente da Frente Parlamentar Católica ressaltou que Francisco resplandeceu como "testemunho de caridade pastoral"
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 22, votos de pesar pela morte do papa Francisco. Os requerimentos para que fossem aprovados foram apresentados por diferentes parlamentares. Um deles é de autoria do presidente da Frente Parlamentar Católica na Câmara, Luiz Gastão (PSD-CE).
“Em tempos confusos, Francisco resplandece como um testemunho de caridade pastoral, de serviço humilde e de firmeza na fé. Herdando o peso das chaves e a cruz da barca de Pedro, ele soube, com coragem, guiar a Igreja pelas águas revoltas de uma era desorientada, não pelo brilho fugaz dos discursos ou pela aprovação dos homens, mas pelo exemplo de suas atitudes e fidelidade ao chamado do Céu”, ressaltou na justificativa do pedido.
O papa Francisco morreu na segunda, aos 88 anos. O funeral está agendado para sábado, dia 26 de abril, às 10h no horário local de Roma. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de sete dias no Brasil em homenagem ao papa. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fizeram o mesmo nas respectivas Casa.
A morte do pontífice gerou uma onda de comoção em todo o mundo. Líderes políticos e religiosos expressaram suas condolências e destacaram o legado do papa Francisco.
Nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos aires, na Argentina, ele foi o primeiro papa jesuíta e o primeiro da América Latina. Desde sua eleição em 2013, se destacou por seu enfoque em questões sociais e ambientais, promovendo uma Igreja mais inclusiva e próxima dos necessitados.
Após a confirmação da morte na segunda também, o governo dos Estados Unidos reagiu com declarações públicas, atos simbólicos e homenagens institucionais.
O presidente Donald Trump decretou luto oficial, ordenando o hasteamento de todas as bandeiras do país a meio mastro, tanto em território nacional quanto em representações diplomáticas no exterior, até o dia do sepultamento do pontífice.
A decisão foi acompanhada por uma proclamação presidencial afirmando que o papa Francisco foi “um bom homem, que trabalhou duro e amava o mundo”. Diferentes chefes de Estado confirmaram presença no funeral.
Além de Lula e Trump, estarão presentes o presidente da França, Emmanuel Macron, da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Argentina, Javier Milei, assim como o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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