Caiado quer Coaf e Receita para fiscalizar bets
Candidato do PSD à Presidência defende medidas contra publicidade de apostas esportivas
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira, 18, que pretende restringir a publicidade das plataformas de apostas esportivas caso seja eleito.
Durante evento com representantes do setor de serviços, o ex-governador de Goiás defendeu o uso do Coaf e da Receita Federal para rastrear a movimentação financeira ligada às bets.
Segundo Caiado, o plano prevê ações iniciais voltadas à limitação da divulgação massiva que tem impulsionado a adesão às apostas: “Está dentro do meu plano as medidas iniciais que eu vou tomar contendo o processo de propaganda exaustiva, que está levando as pessoas a essa prática”.
O candidato acrescentou que pretende expor os prejuízos causados à população e, paralelamente, acompanhar o destino dos recursos movimentados no setor por meio dos órgãos de controle financeiro: “Depois, (temos que) mostrar os danos que têm trazido à população e ao mesmo tempo termos todo um sistema do Coaf e da Receita Federal para saber para onde está chegando o dinheiro”.
Questionado sobre uma eventual proibição das apostas, Caiado não respondeu diretamente. Atualmente, a publicidade de sites de apostas já precisa incluir avisos sobre riscos de vício em jogos, além de vetar que transmissões esportivas associem lances específicos a estímulos para apostar.
Outros temas do evento
Caiado também comentou a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos de sua equipe de campanha, comunicada no último sábado. O candidato negou divergências internas e atribuiu a mudança ao acúmulo de compromissos do profissional, que também atua nas campanhas de Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, e Mateus Simões, em Minas Gerais.
“O entendimento é que ele está fazendo também outras candidaturas e o Marcos [Carvalho] está com dedicação exclusiva”, disse Caiado, referindo-se ao novo responsável pelo marketing de sua campanha.
O candidato ainda garantiu que manterá o Bolsa Família caso eleito, classificando o programa como política de Estado.
Para ele, porém, melhorias na educação e no combate à criminalidade e ao narcotráfico devem criar condições para que beneficiários deixem o programa por meio da qualificação profissional e do aumento de renda.
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