Caiado avisa que não vai esperar por Bolsonaro
Governador de Goiás também disse que Lula patrocina a transição "de um Estado democrático para um Estado do narcotráfico"
Às vésperas do lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, marcada para sexta-feira, 4, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), avisou que não vai esperar por Jair Bolsonaro (PL), que ainda se coloca como o candidato da direita, apesar de estar inelegível, para andar pelo Brasil como desafiante de Lula (PT).
“Estou aguardando, lógico, o desdobramento dos fatos, mas não pode ser um fator inibidor nem determinante. Ele tem toda a condição de buscar a liberdade dele. Isso foi dado ao presidente Lula e ele está com essa meta. Não tem um porquê de dizer que uma coisa tem vínculo com a outra”, disse Caiado em entrevista à Folha de S.Paulo.
Questionado sobre a sugestão do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, de que Bolsonaro seja ouvido sobre as candidaturas de direita, Caiado respondeu:
“Posso falar em meu nome. Posso dizer que já estou com a minha pré-candidatura para ser lançada. A partir de 4 de abril, já vou andar pelo Brasil. Esse é um processo que cada um vai colocar no tempo que achar certo. Como sou de um estado bem avaliado, mas que só tem 5 milhões de eleitores, tenho que caminhar. A única coisa que me cobram é que eu não sou conhecido.”
Lula e um Estado do narcotráfico
Caiado, que tem a segurança pública como uma de suas principais bandeiras políticas, criticou o presidente Lula por suas recentes declarações de que o Brasil não pode ser uma República de ladrões de celular.
À Folha, ele afirmou que o petista está patrocinando “a transição do Brasil de um Estado democrático para um Estado do narcotráfico”.
“Mas qual é o Lula aqui? O que diz que estavam sendo extremamente agressivos com aquele jovem roubando o celular ou esse de agora? Não é só uma República de roubo de celular. A verdade é que ele tem que entender que ele hoje está patrocinando a transição do Brasil de um Estado democrático para um Estado do narcotráfico, pela omissão dele.
É de um grau do território nacional ocupado pelas facções, do avanço sobre todo o setor econômico do país, destruindo as empresas, ameaçando as pessoas. Eu diria que hoje a droga está sendo um souvenir deles. Tudo isso está sendo disseminado. Em vez de dizer que é só o ladrão de celular, devia entender que estão hoje tomando todo o comando federal.”
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