Cai sigilo de contrato de R$ 131 mi entre Master e escritório da mulher de Moraes
Documento tornado público pelo Supremo prevê 36 parcelas de 3 milhões de reais líquidos ao escritório Barci de Moraes
A retirada do sigilo de documentos da investigação sobre o Banco Master revelou os termos do contrato firmado com o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Assinado em janeiro de 2024, o acordo previa o pagamento de 36 parcelas mensais de 3 milhões de reais líquidos – 3,64 milhões de reais em valores brutos – durante três anos, o que levaria o contrato a 131,27 milhões de reais.
“O CONTRATANTE firma com a CONTRATADA o presente contrato de prestação de serviços e de honorários advocatícios para que realize, em defesa de seus interesses: implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade (compliance); consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE; processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário”, diz o objeto do contrato.
Para a execução do objeto, o escritório realizaria a organização e coordenação de cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa – perante o Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, órgãos do Executivo e Legislativo.
Queda do sigilo
Atendendo a um pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, o ministro André Mendonça determinou, na noite desta quinta-feira, 11, a derrubada do sigilo do caso Master na Corte.
Fachin decidiu fazer o pedido ao colega após uma rodada de conversas com os integrantes do STF para medir a temperatura do julgamento do pedido de providências contra Alexandre de Moraes, por conta das trocas de mensagens entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em um dos documentos tornados públicos hoje, a Polícia Federal (PF) afirma que integrantes do grupo ligado a Vorcaro fizeram consultas irregulares em sistemas do Ministério Público Federal (MPF) para mapear investigações relacionadas ao ex-banqueiro, ao Master e ao BRB.
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Comentários (1)
Não vamos aceitar mais um passa pano nessa história. Xandão é cnparsas do STF e familiares devem se preparar para a queda de seus impérios.