Brasil segue com maior taxa em novo tarifaço de Trump
Em carta, presidente dos EUA justificou medida como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra empresas americanas
O Brasil foi o país mais penalizado na nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto). Em carta enviada a Lula na quarta-feira, 9, o republicano determinou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto — a mais alta entre os países notificados até agora.
A tarifa será aplicada de forma ampla, independentemente de impostos setoriais já existentes. Produtos como aço e alumínio, que já enfrentam sobretaxas, serão atingidos novamente.
A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso brasileiro, poderá ser acionada como resposta.
A norma autoriza o Brasil a suspender acordos comerciais e aplicar retaliações tarifárias em caso de medidas hostis de parceiros estrangeiros.
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México e União Europeia
Neste sábado, 12, como mostramos, Trump anunciou tarifas de 30% sobre produtos do México e da União Europeia, também com início previsto para 1º de agosto. Com isso, sobe para mais de 20 o número de países atingidos desde segunda-feira.
À presidente do México, Claudia Sheinbaum, o republicano alegou que o país falhou em combater os cartéis responsáveis pelo tráfico de fentanil. O governo mexicano classificou a decisão como “injusta” e afirmou estar negociando uma alternativa que proteja empresas e empregos nos dois países. Mais de 80% das exportações mexicanas têm os EUA como destino.
Sheinbaum se disse confiante em um acordo e reafirmou que a soberania do país “não é negociável”.
Já na carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump criticou o déficit comercial dos EUA com o bloco, que chegou a US$ 235 bilhões em 2024, e disse que as tarifas podem ser revistas caso haja acordo. Von der Leyen respondeu que a UE está disposta a negociar, mas que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses, incluindo contramedidas.
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Outros países
Na segunda-feira, 7, os EUA anunciaram tarifas de 25% sobre produtos do Japão e da Coreia do Sul. Dois dias depois, o Brasil foi alvo da alíquota mais alta: 50%.
Em carta, Donald Trump justificou a medida como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra empresas americanas.
Na quinta, 10, o Canadá também entrou na lista, com tarifa de 35%.
A lista das tarifas anunciadas por Trump inclui ainda:
- Laos, Mianmar: 40%
- Camboja, Tailândia: 36%
- Bangladesh, Sérvia: 35%
- Indonésia: 32%
- África do Sul, Argélia, Iraque, Líbia, Bósnia, Sri Lanka: 30%
- Brunei, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Moldávia, Cazaquistão, Tunísia: 25%
- Filipinas: 20%
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
13.07.2025 10:37Culpa do “descondenado “ que nos governa, que insiste em perseguir os seus adversários políticos, o mundo inteiro sabe destas injustiças a Bolsonaro. Trump já apontou a ferida que este governo e o Supremo cometem com a perseguição injusta a Bolsonaro e outros do governo anterior.