Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber visita de Rogério Marinho
Defesa sugere que encontro com senador seja marcado entre 3 e 5 de novembro, em horário definido pelo ministro relator
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira, 29, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o líder da oposição no Senado e ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro a presidente, Rogério Marinho (PL-RN), visite o ex-presidente na prisão domiciliar humanitária.
“Requer-se que a visita seja preferencialmente agendada para terça-feira (03/11), quarta-feira (04/11) ou quinta-feira (05/11), em horário a ser designado por essa Relatoria”, dizem os advogados.
Marinho foi também secretário especial de Previdência e Trabalho do Brasil e ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro do ano passado, na ação penal do golpe de Estado.
O pedido para poder receber visita de Marinho ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o país rumo aos Estados Unidos. Flávio desembarcou na quarta-feira, 28, em Miami. Derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2026, o ex-candidato do PL havia embarcado com a família em Guayaquil, no Equador, durante a madrugada, com destino à cidade da Flórida.
Nesta quinta-feira, após autorização de Moraes, Jair foi visitado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Após a visita, Valdemar afirmou que o ex-presidente não sabia que Flávio viajaria para os Estados Unidos.
“Não falou para o pai. Ele veio para ver o pai. Nem o Bolsonaro sabia que ele ia”, disse o dirigente.
Segundo Valdemar, Bolsonaro também não aprovou a carta em que Flávio se declarou “presidente eleito do Brasil”.
“O Flávio passou por uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o partido para frente, esse é o nosso objetivo”, afirmou. Antes da visita, Valdemar já havia dito que não gostou da carta de Flávio.
A carta de Flávio
Em carta com teor golpista publicada dos Estados Unidos, Flávio se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, acusando as autoridades brasileiras de fraude eleitoral.
“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, escreveu.
No documento, o senador também atacou o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a atuação das autoridades brasileiras representa perseguição política. Segundo Flávio, não há mandado de prisão contra ele, e sua saída do país teria sido motivada pela preocupação com a segurança de sua família.
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