Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber visita de Lira
Moraes já deferiu a autorização, e a visita deve ocorrer até as 18h desta segunda-feira; ex-presidente cumpre prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 1º, autorização para ser visitado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, desde 4 de agosto.
O pedido foi feito por meio de sua advogada, Luciana Lauria Lopes, e ocorre às vésperas do início do julgamento da ação penal em que o político do PL e mais sete pessoas são réus por tentativa de golpe de Estado.
Em despacho na tarde desta segunda, Moraes deferiu a autorização solicitada e, dessa forma, Lira poderá visitar o ex-presidente da República até as 18h de hoje. O magistrado ressalta no despacho que “serão realizadas vistorias nos habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu”.
Lira foi presidente da Câmara dos Deputados de 2 de fevereiro de 2021 a 1º de fevereiro de 2025, sendo sucedido por Hugo Motta (Republicanos-PB), que contou com o apoio do outro parlamentar para assumir o cargo. O deputado do PP segue tendo influência na Casa Baixa. O acordo que levou ao fim da ocupação da Mesa Diretora pela oposição em 6 de agosto foi costurado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), com Lira.
Entre as propostas em tramitação no Congresso que são de interesse de Bolsonaro e podem ser tratados num encontro com o ex-presidente da Câmara, está o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O julgamento de Bolsonaro
A ação penal que será julgada no STF a partir de terça-feira, 2, apura a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Entre os réus, estão também: o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
Todos serão julgados por cinco crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
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