Bolsonaro “mantém boa evolução clínica e laboratorial”, diz boletim
Ex-presidente trata pneumonia bacteriana bilateral e segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva do DF Star
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, mas mantém “boa evolução clínica e laboratorial, em uso de antibioticoterapia endovenosa”, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 20.
O ex-presidente deu entrada na unidade de saúde na última sexta-feira, 20. Ele trata uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.
Ainda de acordo com boletim, ele segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI por enquanto.
A nota é assinada pelo cirurgião geral Claudio Birolini, pelo cardiologista Leandro Echenique, pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI Geral Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e pelo diretor-geral do hospital Allisson Barcelos Borges.
Antes de dar entrada no hospital, Bolsonaro vinha cumprindo na Papudinha a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal do golpe de Estado.
Na quinta-feira, 19, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) relatou ter encontrado Jair, seu pai, “apagado na cadeira, com a cabeça baixa e soluçando enquanto dormir”, durante visita ao ex-presidente no hospital.
Em publicação no X, Carlos afirmou ter sido “um dos dias mais difíceis ao visitar o Presidente Jair Bolsonaro”.
“Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte “apagado” na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em silêncio, do lado de fora, tentando me recompor, antes de entrar novamente”, escreveu.
Segundo o ex-vereador, durante a visita eles não conversaram sobre o cenário político.
“Quando voltei, ele continuava da mesma forma. Me aproximei, fiz um carinho em sua cabeça, e ele sequer reagiu. Me explicaram que, por conta das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada. Ele usa, inclusive, uma pulseira com a indicação: “RISCO DE QUEDA”. Quando acordou, optei por não falar nada sobre o que está acontecendo aqui fora”, disse Carlos.
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