Bolsonaro apresenta “picos hipertensivos” e recebe doses extras de medicação
Ex-presidente segue em prisão domiciliar humanitária, cumprindo a pena de 27 anos e 3 meses à qual foi condenado pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “picos hipertensivos“ nos últimos dias e precisou receber doses extras de medicação, para controlá-los, segundo o mais novo relatório médico semanal enviado pela defesa do político ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, foi protocolado no STF nesta sexta-feira, 12.
“Do ponto de vista cardiológico, o paciente apresentou no decorrer da semana picos hipertensivos moderados, sendo prontamente controlados com doses extras da medicação em uso. Ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo”, diz o relatório.
O documento ressalta que Bolsonaro segue em acompanhamento médico domiciliar. “No controle pós-operatório do ombro direito, pneumonia bilateral em março/2026 e patológicas crônicas associadas previamente descritas”.
Segundo Caiado, após ajuste no esquema terapêutico com aumentos graduais e progressivos, feitos previamente, optou por “manter a prescrição inalterada do grupo de medicamento de ação central, indicados para o tratamento dos episódios recorrentes e prolongados de soluço no limite terapêutico de segurança além de rigorosa dieta fracionada e com baixo teor de acidez, com boa resposta até o momento do quadro referido”.
Além disso, o médico afirma que observou “permanência dos efeitos secundários como sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal“.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em setembro do ano passado, na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
O ex-presidente encontra-se em prisão domiciliar humanitária temporária. Na última terça-feira, 23, a defesa dele protocolou pedido de prorrogação do benefício, cujo prazo, em tese, foi até quinta, 25.
Porém, como mostramos, integrantes do Supremo Tribunal Federal que acompanham a execução penal de Jair Bolsonaro afirmam que o ministro Alexandre de Moraes tende a deixar para a semana que vem a definição se manterá ou não a prisão domiciliar.
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