Bolsonaro afeta superioridade sobre Tarcísio: “Já aprendeu 95%”
Ex-presidente usou evento oficial do governador de São Paulo para expressar sua própria intenção de "estar no tabuleiro político" em 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou uma agenda oficial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em Presidente Prudente, para reafirmar o seu desejo de “estar no tabuleiro político” na eleição presidencial de 2026.
Em seu discurso de cinco minutos, Bolsonaro – que foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030 – disse que “eleição” sem ele “é negação da democracia”.
“Espero estar no tabuleiro político no ano que vem, porque eleição sem Jair Bolsonaro é negação da democracia. É difícil? É. Mas esses desafios, realmente, marcam e fazem a diferença. Meu muito obrigado a todos vocês, ao meu amigo Tarcísio, ministro meu por quase quatro anos… Convidei ele para ser candidato a governador, ele deu uma relutada, né… Torcedor do Flamengo, coitado, né. Ele é nascido no Rio de Janeiro, conhecia pouca coisa aqui em São Paulo, mas tem uma capacidade enorme de síntese, de entender das coisas e um coração maior do que o peito dele, apesar de ter emagrecido aí uma arroba”, afirmou.
Bolsonaro também tratou de minimizar a experiência política de Tarcísio de Freitas, um dos postulantes ao Planalto em 2026, segundo as pesquisas mais recentes. O ex-presidente afirmou que o governador “já aprendeu 95%” e “só falta 5”.
“Ele vai ficar melhor, tenho certeza. Sentiu o gostinho da política, não sai mais. Tem um grande futuro pela frente. Um baita de um gestor… Na política já aprendeu 95%, só falta 5 [por centro], Tarcísio. Depois eu dou umas aulas particulares para você. Se é que você não pegou com o Kassab, ali. Acredito em vocês, acredito em Deus, estamos juntos e desafios estão aí para serem vencidos“, continuou.
No palanque, Bolsonaro iniciou o discurso cumprimentando o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que estava presente no evento.
“Satisfação em voltar ao meu Estado de São Paulo. Cumprimentar aqui o [Gilberto] Kassab, presidente do maior partido depois do PL [Partido Liberal]. ‘Fala, Kassab'”, afirmou.
O ex-presidente alegou ter sido “perseguido” durante o mandato por, segundo ele, ter enfrentado “o sistema podre e carcomido”.
“Eu duvido, quem no Brasil, foi mais perseguido do que eu. Mas, vale a pena. Nós temos que enfrentar os desafios. Nós mexemos com o sistema. Um sistema podre, carcomido. Mostramos a vocês o que é o Brasil, nossa bandeira verde e amarela, o hino.”
Em seu discurso, Bolsonaro também comparou ex-ministros de seu governo com os atuais ministros do governo Lula.
“A gente faz comparações… Dá pra comparar Paulo Guedes com [Fernando] Haddad? Dá pra comparar Renan Filho com Tarcísio? Dá para comparar Janja [da Silva] com Michelle [Bolsonaro]? Nós mostramos que o Brasil tem jeito. Eu com Lula não dá nem para comparar…”