Bolsonaristas planejam ampliar obstrução para assembleias estaduais e câmaras municipais
Essa estratégia visa aumentar o alcance do movimento e captar a adesão de eleitores regionais que desejam reverter a prisão do ex-presidente
Uma articulação começou a ganhar forma na quarta-feira, 6 de agosto, em São Paulo, no intuito de expandir a paralisação do Legislativo, que atualmente se concentra no Congresso Nacional em Brasília. Este movimento é liderado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta é que os apoiadores de Bolsonaro realizem obstruções em votações nas assembleias legislativas estaduais e nas câmaras municipais.
Essa estratégia visa aumentar o alcance do movimento e captar a adesão de eleitores regionais que desejam reverter a prisão do ex-presidente.
Nesta semana, parlamentares alinhados a Bolsonaro tomaram os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, exigindo que Davi Alcolumbre e Hugo Motta avancem na tramitação e aprovação de uma pauta específica.
Esta inclui pedidos como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a anistia para aqueles condenados pelos eventos de 8 de janeiro, além de outras matérias direcionadas contra o Supremo Tribunal Federal.
Diante da possibilidade de que a mobilização em Brasília perca força devido à resistência dos líderes mencionados, a nova estratégia se concentrará na propagação do movimento para estados e municípios.
Davi Alcolumbre dá ultimato
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, emitiu um ultimato aos senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que estão atualmente em meio a uma paralisação das atividades no plenário da Casa. A situação, que se arrasta por dias, deverá ser resolvida até o final desta quinta-feira.
Em um esforço para evitar a confrontação direta, Alcolumbre optou por buscar o diálogo com membros da oposição, tentando persuadir os senadores mais radicais a encerrarem a crise sem a necessidade de medidas coercitivas.
No entanto, caso os senadores continuem com a resistência, o presidente do Senado já deixou claro que tomará providências: “Acaba hoje”, afirmou ele a um de seus aliados.
Alcolumbre solicitou uma análise das possíveis ações que podem ser implementadas contra os parlamentares dissidentes.
Entre as opções discutidas, estão medidas severas que poderiam culminar na suspensão dos mandatos dos senadores por um período de até seis meses e o emprego da força policial do Senado para restabelecer a ordem.
Nesta quinta-feira, 7, Alcolumbre planeja conduzir uma sessão virtual do Senado enquanto aguarda que os senadores bolsonaristas optem por encerrar pacificamente o movimento.
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Comentários (1)
MARCEL SILVIO HIRSCH
07.08.2025 11:32Eu nunca votaria em indivíduos que fingem "trabalhar" e usam mordaça de silver tape como forma de protesto. Fossem pessoas dignas do cargo que ocupam e com caráter cívico, estariam trabalhando de verdade ao invés de ficarem orgulhosamente exibindo sua ignorância e incompetência.