Bets cobram do governo Lula regras mais duras para ‘jogo do tigrinho’
Empresas licenciadas querem que plataformas clandestinas também possam sofrer multas e suspensão
As casas de apostas licenciadas no Brasil pressionam o governo Lula por regras mais rígidas para empresas que fornecem jogos de cassino online, como o Fortune Tiger, o famoso “jogo do tigrinho”.
Essas plataformas operam fora do país, não recolhem impostos e costumam escapar das exigências impostas às empresas autorizadas.
André Guelfi, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), disse à Folha:
“Não faz sentido o governo ir atrás apenas dos operadores, exigindo o cumprimento de regras estritas de quem está legalizado, enquanto o fornecedor dos jogos presta serviços de forma irresponsável para o mercado clandestino.”
A expectativa do Ministério da Fazenda é concluir ainda neste ano a regulamentação dos fornecedores de jogos eletrônicos.
Atualmente, a supervisão se concentra principalmente nos operadores das apostas.
Jogos de cassino online representam cerca de 60% da receita das apostas no país. No mercado clandestino, a participação sobe para 72%, com destaque para títulos como o “jogo do tigrinho” e o Aviator.
A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que realizou consulta pública sobre as novas regras e marcou uma audiência para o próximo dia 25.
O setor pede que fornecedores irregulares estejam sujeitos às mesmas punições aplicadas às casas de apostas, incluindo multas e suspensão de atividades.
O governo afirma que tem ampliado o combate ao mercado ilegal. Em parceria com a Anatel, mais de 45 mil sites foram bloqueados. O Banco Central encerrou centenas de contas bancárias ligadas a operações suspeitas de apostas clandestinas.
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