Barroso se defende das críticas de quem “precisa vender jornal”
"No Brasil existem, atualmente, duas grandes categorias de pessoas: as que fazem alguma coisa e as que têm razão", reclamou o presidente do STF, contra a imprensa
Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso (foto) se defendeu nesta terça-feira, 27, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), das críticas que recebeu por ter participado de uma festa com empresários.
Antes de iniciar a deliberações sobre processos disciplinares, Barroso anunciou o lançamento de quatro novos serviços no portal jus.br e falou sobre evento, que ficou marcado pela presença do CDO do iFood. Acabou sobrando para a imprensa.
“Na última quinta-feira, nós realizamos em São Paulo um jantar para a obtenção de recursos para o nosso programa de bolsas. Nós pretendemos dar 100 bolsas de 3.000 reais por 2 anos para os 100 primeiros colocados negros no Exame Nacional de Magistratura. É um programa do Conselho Nacional de Justiça. Nós só havíamos arrecadado metade do que pretendíamos e, portanto, com a ajuda da procuradora geral do Estado, de São Paulo, Inês Coimbra, fizemos um jantar para arrecadação de fundos com empresários em São Paulo, porque estamos utilizando dinheiro privado para este fim que é administrado pela Fundação Getúlio Vargas”, comentou, em sua defesa, antes de partir para o ataque:
“Precisam vender jornal falando bobagem”
“No Brasil existem, atualmente, duas grandes categorias de pessoas: as que fazem alguma coisa e as que têm razão. Portanto, a gente tem que continuar fazendo e deixar parado as que têm razão, que precisam vender jornal falando bobagem.”
Pouco depois de iniciar as deliberações da sessão, Barroso explicou seu comentário “comentário indignado”.
“O meu comentário indignado é que a gente fez um jantar para arrecadar fundos para o programa e a matéria disse que eu me reunir com empresários a pretexto de arrecadar fundos. Então, está bom. A incultura é um problema difícil de sanar no Brasil”, reclamou.
Barroso se defendeu e atacou a imprensa, mas não comentou o fato de que, mais uma vez, um ministro do STF frequentava, como se fosse normal, um evento público no qual também estavam empresários cujas empresas têm interesses sob julgamento no tribunal.
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Comentários (6)
Roberval
27.05.2025 18:59Barroso deveria trocar de nome: VAIDOSO! Nome perfeito, para ele.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
27.05.2025 16:46Se qualquer pessoa pública recebe muitas críticas por sua atuação e não consegue refletir e entender o que fez de errado, então errado é ele.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
27.05.2025 16:45Os Deuses do Olimpo Brasileiro se acham acima de qualquer regra de simples mortais.
Denise Pereira da Silva
27.05.2025 15:34Isso Barroso, continue fazendo “bobagens” que comprometem a idoneidade do STF. Assim como Janja deve continuar falando (bobagens), você também deve continuar fazendo (bobagens). Quem sabe assim vocês provoquem alguma reação positiva da população brasileira em prol de um Brasil melhor.
CLAUDIO NAVES
27.05.2025 14:22Ele se acha a verdade
Fabio B
27.05.2025 13:52Esse Barroso vive numa bolha tão espessa de privilégios que já perdeu completamente o senso de realidade. Posa de defensor iluminado da democracia, mas age como se críticas fossem ataques pessoais de gente "ignorante". Em vez de refletir sobre os problemas éticos de confraternizar com empresários cujos interesses podem cair no colo do STF, prefere atacar a imprensa e bancar o ofendido. Uma postura arrogante, provinciana e, no fundo, cafona. O Brasil real não cabe na narrativa autopromocional desse tipo de figura patética.