Ataques a ônibus em SP: qual é a principal linha de investigação?
Pelo menos 466 veículos foram depredados na cidade de São Paulo desde 12 de junho
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) investiga o que está por trás da onda de ataques a ônibus na região da Grande São Paulo.
Desde 12 de junho, pelo menos 466 veículos foram depredados apenas na capital paulista, assustando motoristas e passageiros. Apenas na terça-feira, 15, 36 ônibus foram alvo de ataques em diferentes pontos da Grande São Paulo, incluindo as zonas sul e oeste.
Em uma das ações, uma criança de 10 anos foi ferida por estilhaços no rosto, no bairro do Morumbi.
O pico foi em 7 de julho, com 59 casos.
Somando os municípios da Grande São Paulo e da Baixada Santista, já foram mais de 600 casos.
Investigação
A Polícia Civil trabalha com três linhas de investigação: ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), desafios de internet e empresas ou pessoas que atuam com transporte urbano coletivo.
Policiais do Deic contaram à TV Globo nesta quarta, 16, que a disputa entre empresas é, por enquanto, a principal delas, embora reconheça que houve um efeito de “contaminação” na depredação dos ônibus.
Além dos gastos com manutenção, as empresas cujos ônibus são atacados recebem multas da prefeitura pelo tempo de não circulação dos veículos.
Por enquanto, oito pessoas foram detidas por atos de vandalismo contra ônibus.
Demora
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, reconheceu na segunda-feira, 14, a demora na investigação sobre a onda de ataques a ônibus na capital paulista.
“Está demorando [a elucidação da onda de ataques], eu reconheço. Reconheço. Até faço aqui uma crítica à Polícia Civil. Porque, quando a gente tem que elogiar, tem que elogiar, mas também quando tem que criticar, tem que criticar. Está demorando, mas a certeza que a gente tem é que a Polícia Civil vai chegar numa conclusão de identificar quem são essas pessoas e à punição”, disse o prefeito em entrevista à Globonews.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)