Após proibir celulares, ministro da educação defende IA nas escolas
O Ministério da Educação (MEC) está em diálogo sobre a inclusão da inteligência artificial nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) voltadas para a Educação Básica
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), enfatizou a irreversibilidade da integração tecnológica no ambiente escolar, ressaltando a necessidade de uma avaliação contínua do uso dessa tecnologia nas atividades educacionais.
Em entrevista ao programa Bom Dia Nordeste, na manhã da última segunda-feira, 26 de maio, ele abordou questões relacionadas à inteligência artificial e seu impacto no ensino.
Camilo destacou que é fundamental discernir quando a aplicação da tecnologia é benéfica ou prejudicial para a educação: “Desejamos que os jovens tenham acesso a ferramentas tecnológicas que realmente aprimorem a qualidade do aprendizado, ao invés de recorrer à inteligência artificial para a produção de textos sem que o aluno aprenda efetivamente”, afirmou.
O Ministério da Educação (MEC) está em diálogo sobre a inclusão da inteligência artificial nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) voltadas para a Educação Básica, documento que estabelece uma base comum que orienta as propostas pedagógicas em todas as redes de ensino do país.
Ele expressou preocupação sobre o papel da tecnologia na disseminação de desinformação e discursos de ódio nas redes sociais, alertando para o uso responsável dessas ferramentas.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) reconhece a crescente adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial nos processos pedagógicos, administrativos e avaliativos. Contudo, alerta para a necessidade de uma aplicação ética e eficaz no contexto educacional brasileiro.
O CNE defende discussões sobre normatizações que orientem o uso responsável da IA na educação nacional.
Proibição do uso de celulares
A declaração do ministro ocorreu em um contexto de análise sobre os quatro meses de vigência da Lei nº 15.100/2025, sancionada em janeiro deste ano, que proíbe o uso de celulares durante aulas e intervalos em todos os níveis da educação básica.
A legislação prevê exceções para usos pedagógicos ou situações específicas que demandem o uso dos dispositivos.
Camilo Santana considera essa decisão uma das mais significativas desde sua posse no ministério, enfatizando que o uso excessivo de dispositivos móveis pode resultar em problemas como ansiedade e déficit de atenção entre os jovens. Segundo ele, a aprovação da lei visa proteger crianças e adolescentes em todo o Brasil.
O ministro sublinhou que o Brasil segue a tendência de outros países como Espanha, Suíça, Portugal e Austrália ao impor restrições semelhantes ao uso de celulares nas escolas.
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