“Anistia é o objetivo para restabelecermos justiça”, diz líder da minoria
A deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) diz que está ocorrendo uma "perseguição política travestida de justiça" no país
A líder da minoria na Câmara dos Deputados, Chris Tonietto (PL-RJ), reforçou nesta segunda-feira, 1º, em entrevista a O Antagonista, que a oposição no Congresso articula para que seja aprovado um projeto de lei que conceda “anistia ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Porque entendemos que esse é o caminho da pacificação do país, nós entendemos que esse é o objetivo para que a gente possa restabelecer alguma justiça“, acrescentou.
A parlamentar argumenta que está ocorrendo uma “perseguição política travestida de justiça” no país.
“Não podemos esquecer que há várias nulidades processuais. Então, se a gente tivesse que discutir alguma coisa, teria que ser justamente a nulidade processual, os vícios, as irregularidades que acontecera no processo. Ou seja, falar de anistia já é algo em menor grau. Já é algo que a gente pode falar de alguma justiça, mas não vai configurar a justiça plena. Até porque falar de justiça plena seria anular o processo, porque ele é eivado de vários vícios”.
A ideia é que a anistia contemple o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por causa da condenação na ação penal do golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
A oposição rejeita a ideia do relator do projeto de lei da anistia na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de aprovar um texto que apenas reduza penas, não concedendo um perdão. “Tratar de dosimetria é absolutamente injusto na sua origem”, afirma Chris Tonietto.
Nesta segunda-feira, 1º, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, deferiu a autorização de visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da filha caçula de Jair Bolsonaro, Laura, ao ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal. A autorização da visita havia sido solicitadas pela defesa do político.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)