Aliado de Bolsonaro vai relatar processo de Eduardo no Conselho de Ética
A definição do nome de Freitas ocorreu nesta sexta-feira pelo presidente do Conselho de Ética da Casa, Fábio Schiochet (União-PR)
O deputado federal Marcelo Freitas (União-MG) foi escolhido como relator do processo instaurado no Conselho de Ética da Câmara para investigar a conduta de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A definição do nome de Freitas ocorreu nesta sexta-feira pelo presidente do Conselho de Ética da Casa, Fábio Schiochet (União-PR).
Como mostramos na terça-feira última, o colegiado o processo disciplinar contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro referente à representação em que o PT pede a cassação do mandato do parlamentar por sua atuação nos Estados Unidos. O colegiado realizou também o sorteio de nomes para compor a lista tríplice destinada à escolha do relator do processo.
Além do Delegado Marcelo Freitas (União-MG), concorreram para a função de relator os deputados Paulo Lemos (Psol-AP) e Duda Salabert (PDT-MG).
“É de conhecimento público que o representado, encontrando-se em gozo de licença parlamentar, estabeleceu residência temporária nos Estados Unidos. A partir desse território estrangeiro, por diversos canais e plataformas, o representado tem se dedicado de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro, com especial virulência contra o Supremo Tribunal Federal e seus Ministros, a quem tem publicamente chamado de ‘milicianos togados’ e ‘ditadores’”, argumenta o PT na representação.
“Em entrevista recente à CNN Brasil, o representado declarou textualmente: ‘sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026’. A assertiva constitui grave ameaça à ordem constitucional e à realização do processo eleitoral, núcleo duro da soberania popular“.
A sigla afirma que essas manifestações não se encerram na esfera opinativa, pois Eduardo “buscou — e segundo ele próprio, obteve êxito parcial — influenciar autoridades do governo estadunidense a imporem sanções contra integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República e da PF, em represália às investigações que envolvem seu pai e correligionários”.
O PT cita ainda que ele teria atuado junto a setores políticos dos EUA para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções internacionais; que ele intensificou condutas ilícitas ao publicar conteúdos nas redes que atacam diretamente o Judiciário; e que efeito imediato de tratativas por parte dele resultou na imposição de tarifas discriminatórias contra exportações brasileiras.
Para a sigla, Eduardo incorreu, com manifesta dolosidade, em: incitação à ruptura do processo eleitoral, tentativa de submeter a jurisdição nacional ao escrutínio de potências estrangeiras, atos de hostilidade à ordem constitucional e ao Estado Democrático de Direito, e uso do mandato como plataforma de desestabilização institucional.
“A atuação do Representado, ao insuflar deslegitimação das instituições e buscar apoio externo para constranger autoridades nacionais, configura desvio funcional manifesto e quebra objetiva de decoro”, pontua o PT.
Segundo o partido, a atuação de Eduardo compromete diretamente a soberania nacional, a regularidade democrática e a independência dos Poderes, configurando afronta institucional de gravidade singular.
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