Alfredo Gaspar: “Turma do mal está fugindo da CPMI do INSS”
A declaração foi feita após a comissão cancelar a oitiva prevista para hoje, em razão da ausência dos dois convocados
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta segunda-feira, 17, que os investigados no esquema de desvio de aposentadorias da Previdência Social “estão com medo” e tentando evitar prestar esclarecimentos ao colegiado.
A declaração foi feita após a comissão cancelar a oitiva prevista para hoje, em razão da ausência dos dois convocados — o ex-coordenador do INSS Jucimar Fonseca da Silva e o empresário Thiago Schettini.
Segundo Gaspar, o comportamento dos depoentes reforça o avanço das apurações.
“A CPMI do INSS tem avançado nas investigações e a ‘turma do mal’, que roubou aposentados, está com medo e fugindo do colegiado. Hoje vimos isso, com habeas corpus e atestado médico para não depor. Podem começar a correr, mas serão indiciados e presos. A impunidade não prevalecerá!”, afirmou o presidente.
A reunião estava marcada para as 14h30, mas foi cancelada após Schettini apresentar um habeas corpus que lhe permite não comparecer, enquanto Jucimar enviou um atestado médico alegando impossibilidade de prestar depoimento. A junta médica do Senado, porém, concluiu que o ex-coordenador tem condições de ser ouvido, o que deve levar a CPMI a insistir em seu comparecimento em nova data.
Operação da PF dá novo fôlego à CPMI do INSS
A deflagração da 4ª fase da operação Sem Desconto, para apurar desvios em aposentarias e pensões, deu um novo fôlego à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Agora, parlamentares acreditam que, com o desdobramento das investigações, será possível se chegar aos chamados “peixes grandes” no esquema.
Dois nomes são apontados por integrantes da CPMI como possíveis futuros alvos da Polícia Federal: o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi.
Sobre Weverton, a esperança da CPMI é que a PF consiga desdobrar eventuais relações dele com o empresário Gustavo Marques Gaspar. Gaspar foi ex-assessor do senador.
Gaspar é apontado não somente como homem de confiança de Rocha, como alguém que teria assinado um documento que dava amplos poderes ao consultor Rubens Oliveira Costa, apontado pela PF como o “carregador de mala” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
No caso de Lupi, a esperança é que ocorram desdobramentos das relações dele com a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), se houve alguma triangulação com o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso na semana passada, ou mesmo algum pagamento ao ex-ministro no período em que Stefanutto comandou a autarquia federal.
Pela investigação da PF, Stefanutto fazia parte da ala política do grupo e seria responsável por facilitar a formalização de Acordos de Cooperação Técnica (ACT) das entidades com os sindicatos.
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Comentários (2)
MARCEL SILVIO HIRSCH
18.11.2025 08:19Juízes que concedem esse tipo de habeas corpus não podem ser considerados cúmplices?
Annie
17.11.2025 09:55Muito desacreditada com essa CPMI não abrirão o bico e a justiça ajuda ainda por cima.