A nova esperança da CPMI do INSS
Integrantes do colegiado pretendem apertar o cerco contra o empresário Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor de Weverton Rocha
Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pretendem apertar o cerco contra o empresário Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor e aliado do senador Weverton Rocha (PDT-MA, foto). A ideia da cúpula do colegiado é obter informações mais detalhadas sobre Gaspar, na esperança de achar vínculos com o parlamentar maranhense.
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Gaspar é apontado não somente como homem de confiança de Rocha, como também, conforme reportagem do site Metropoles, teria assinado um documento que dava amplos poderes ao consultor Rubens Oliveira Costa, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “carregador de mala” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Além disso, Gustavo Gaspar foi sócio do haras da família do deputado Juscelino Filho (União-MA), ex-ministro das Comunicações do governo Lula.
Em setembro, a base governista conseguiu barrar a convocação de Gustavo Gaspar e de Silas Bezerra de Alencar, sócio de empresa que teria pagado passagens para representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
A ideia agora é tentar quebrar sigilos de Gustavo Gaspar e obter maiores detalhes sobre a triangulação financeira do ex-assessor de Weverton Rocha. Com isso, a cúpula da CPMI acredita que pode ter um ‘ponto de virada’ nas investigações.
Desde a rejeição do pedido de convocação de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do Lula, a base bolsonarista na CPMI tenta uma alternativa para driblar a blindagem governista aos aliados do Palácio do Planalto. Até agora, sem sucesso.
“A rejeição da convocação do Frei Chico não significa absolvição, significa apenas adiamento. Na CPMI, nada está encerrado até que todas as conexões estejam expostas. E neste caso, há indícios claros de relação entre o sindicato ligado a ele e o esquema de fraudes que lesou milhões de aposentados”, tentou amenizar o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), em 17 de outubro, um dia após a rejeição dos 16 pedidos de convocação do irmão do Lula.
Como mostramos, os governistas, animados com a blindagem a Frei Chico, trabalham para aprovar um ‘relatório paralelo’ e derrotar o documento principal que será apresentado pelo relator, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AP) ao fim das investigações.
A ideia da base governista é, neste texto, isentar a administração petista do escândalo do roubo das aposentadorias e estabelecer a narrativa de que os desvios ocorreram ainda no governo Jair Bolsonaro, por meio da atuação de ex-ministros como Onyx Lorenzoni.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
11.11.2025 07:46Se isentarem a Administração Petista dessa CPMI é melhor encerrar e mandar todo para casa. O silêncio já aponta para os culpados. Espero que consigam prender esses vigaristas.