Alcolumbre manifesta preocupação com crise no Rio e defende esforço conjunto contra crime
Em nota oficial, o presidente do Congresso afirmou que o parlamento aprovou o PL que aperfeiçoa o marco legal de enfrentamento à criminalidade
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 28, que acompanha “com atenção e preocupação” os episódios de violência registrados no Rio de Janeiro durante a megaoperação das forças de segurança que resultaram em, pelo menos, 60 mortos.
Em nota, Alcolumbre destacou que o Senado aprovou, em caráter extrapauta, o Projeto de Lei 226 de 2024, que, segundo ele, “aperfeiçoa o marco legal de enfrentamento à criminalidade” e reforça mecanismos de proteção a agentes públicos e à população civil. O texto segue para sanção presidencial.
Alcolumbre defendeu uma atuação integrada dos poderes e instituições do Estado. “É necessário um esforço coletivo e conjunto de todos os atores do Estado brasileiro para proteger os cidadãos da violência que assola o país”, afirmou.
O senador também expressou solidariedade às famílias das vítimas, aos profissionais de segurança envolvidos na operação e à sociedade fluminense.
“O Congresso Nacional seguirá atento ao desenrolar da crise e coloca-se à disposição para contribuir, de forma responsável e democrática, com soluções legislativas que fortaleçam a segurança pública, o combate ao crime organizado e a proteção da vida dos brasileiros”, concluiu o parlamentar.
Oposição e base governista disputam narrativa em megaoperação
A megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) repercutiu entre parlamentares.
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), se solidarizou com os policiais mortos e feridos e acusou o governo Lula (PT) de ser omisso diante da violência na sociedade brasileira. Já congressistas de esquerda criticaram o governo Cláudio Castro (PL) pela ação.
“O Rio de Janeiro amanheceu em guerra. Uma operação policial que deixou dezenas de mortos e feridos, e um Estado inteiro em pânico, escancara o tamanho do vácuo de comando e da omissão do governo federal diante da violência que devasta a sociedade brasileira“, afirmou Zucco, em nota.
“Mesmo com pedido formal do governador Cláudio Castro, o governo Lula negou por três vezes o apoio das Forças Armadas. A tropa foi sozinha – enfrentando drones com bombas, barricadas e um arsenal de guerra em poder do crime organizado. Enquanto isso, o presidente da República prefere dizer que traficante é vítima de usuário“, acrescentou, se referindo a declaração dada por Lula na Indonésia.
Zucco prosseguiu: “Vítima é o policial que tombou em combate. Vítima é o trabalhador que teve o ônibus incendiado. Vítima é o povo honesto, aprisionado pelo medo, abandonado por um governo que não tem coragem de enfrentar o crime”.
Ainda de acordo com ele, “nenhum agente de segurança deveria enfrentar o tráfico sem respaldo político, sem apoio logístico e sem cobertura federal”.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também criticou Lula, em publicação no X: “O Rio de Janeiro amanheceu em guerra. Policiais militares e civis lutam nas ruas contra o crime organizado, enquanto de Brasília o presidente Lula diz que ‘traficante também é vítima‘”.
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