Aécio Neves e Joaquim Barbosa juntos na eleição?
Possíveis candidatos do PSDB e Democracia Cristã avaliam aliança para 2026, como alternativa à polarização entre lulismo e bolsonarismo
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e deputado federal, reuniu-se na última terça-feira, 2, com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em uma livraria no Rio de Janeiro. O encontro teve como pauta o cenário eleitoral de 2026 e a possibilidade de construção de uma frente política fora dos polos dominantes da disputa presidencial.
Pesquisas como termômetro
Em entrevista ao Papo Antagonista, Aécio condicionou a entrada na disputa à viabilidade eleitoral.
No encontro confirmado pelo Estadão, Aécio definiu a reunião como “um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil”.
O presidente do PSDB afirmou que os dois “prospectaram cenários” e que pesquisas eleitorais das próximas semanas serão usadas para medir “a potencialidade desse caminho” — expressão que usou sem detalhar a que projeto se referia.
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Barbosa no tabuleiro eleitoral
O encontro ocorre duas semanas após a filiação de Barbosa ao partido Democracia Cristã (DC), movimento que o habilitou formalmente a disputar eleições. Com a chegada do ex-ministro, o DC retirou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, que acabou expulso da legenda. Apesar da filiação, Barbosa ainda não confirmou candidatura à Presidência.
Tanto Aécio quanto Barbosa são cotados como alternativas ao lulismo e ao bolsonarismo, o que torna o encontro um indicativo de articulação para uma possível aliança eleitoral em 2026.
Leia a íntegra da declaração de Aécio Neves:
“Foi um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil. O ministro Joaquim Barbosa se habilitou à disputa eleitoral ao se filiar a um partido político, o DC, e, assim como nós, busca construir um caminho fora da polarização.
Foi uma primeira conversa em que nós prospectamos cenários. Vamos avaliar nas próximas semanas, através das pesquisas eleitorais, a potencialidade desse caminho.
O ministro tem um recall importante entre parte da população por sua atuação, na época do mensalão, quando foi presidente do STF. Nas próximas semanas analisaremos a evolução do quadro político-eleitoral.
Tive muita alegria em rever, ontem, o ministro Joaquim Barbosa.”
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