Advogado afirma que Zambelli “preferiu se apresentar” à polícia italiana
Versão da defesa contrasta com declaração de deputado italiano que diz ter revelado endereço da parlamentar
O advogado Fabio Pagnozzi, que integra a equipe de defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), afirmou que a parlamentar, presa na Itália nesta terça, 29, “não foi algemada” e que a polícia italiana “foi até o local” onde ela se encontrava.
“Ela preferiu se apresentar. A polícia foi até o local. Não teve alarme, não teve imprensa, não existe foto dela sendo custodiada, não foi algemada. Ela teve acesso aos medicamentos, ela teve tempo de pintar o cabelo dela, porque ela não queria aparecer de cabelo branco”, disse à CNN Brasil.
Segundo a defesa, Zambelli aguarda uma decisão da Justiça italiana, que deve ocorre em até 72 horas. Ela disse que as autoridades vão definir se a deputada será liberada com medidas restritivas ou permanecerá detida enquanto corre o processo de extradição.
A versão apresentada pelo advogado e por Zambelli, em vídeo divulgado nas redes sociais, contrasta com a publicação do deputado italiano Angelo Bonello, que afirmou ter sido responsável informar às autoridades o endereço onde Zambelli estava.
Leia mais: Zambelli divulga vídeo antes de ser presa: “Se tiver que cumprir pena, vai ser aqui na Itália”
Prisão
Zambelli foi presa em Roma, na Itália, na tarde desta terça, 29.
Ela estava foragida há dois meses, após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, perda do mandato e ao pagamento de uma multa por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
O Ministério da Justiça havia solicitado a extradição da parlamentar.
O nome de Zambelli já figurava na lista dos procurados da Interpol.
Cooperação internacional
Em nota, a Polícia Federal (PF) afirmou que a prisão foi realizada “por meio da Adidância Policial em Roma, em cooperação com autoridades italianas e a Interpol.”
“Autoridades italianas prenderam na tarde desta terça-feira (29/7), em Roma, uma brasileira que se encontrava foragida no país. A medida é resultado de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências da Itália.
A presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”, diz o comunicado.
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Comentários (1)
Fabio B
30.07.2025 08:11"preferiu", kkkkkk Não consegue ter um mínimo de honestidade, nem no sufoco. Ela foi na verdade devidamente caguetada, pois quem ouve essa mulher falar por 15 minutos já percebe que é pilantra e maluca. Só muito otário para cair na lábia dessa vigarista alucinada.