“A turma da baderna não tem mais limites”, diz Moro
Senador criticou invasão do MTST a prédio do Itaú em São Paulo e o encontro de Lula com a condenada Cristina Kirchner na Argentina
O senador e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (União) criticou nesta quinta-feira, 3, ações da “turma da baderna”, em postagem nas redes sociais.
No X, Moro citou a invasão de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo ao saguão da sede do banco Itaú, na avenida Faria Lima, e criticou a visita do presidente Lula (PT) à ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar após condenação por corrupção. Os dois episódios ocorreram nesta quinta, 3.
“Ataques ofensivos feitos ao Congresso pelo PT e seus aliados nas redes sociais, militantes do Boulos invadem banco na Faria Lima, Lula visita a corrupta Cristina Kirchner em prisão domiciliar na Argentina. A turma da baderna não tem mais limites”, escreveu no X.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Filipe Barros (PL-PR), foi outro congressista a repudiar o encontro de Lula com Cristina.
“Escandaloso. Lula usou a cúpula do Mercosul para ir até a Argentina e cumprir o prometido: visitar a condenada por corrupção Cristina Kirchner – enquanto isso, não fez o menor esforço para uma agenda bilateral com o presidente [argentino, Javier] Milei. O anão diplomático cumpre à risca sua missão de reforçar laços com criminosos“, escreveu Barros no X (antigo Twitter).
Cristina e a prisão de Lula
Após o encontro, ex-presidente argentina relembrou a prisão de Lula, em 2019, no âmbito da Lava Jato.
Segundo ela, o petista – que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro – “também foi perseguido, chegando a prendê-lo e tentaram silenciá-lo”, mas “não conseguiram”.
Lula disse nesta quinta ter ficado “muito feliz” em revê-la e encontrá-la “tão bem, com força e gana de luta”. “Tenho por Cristina uma amizade de muitos anos que vai muito além da relação institucional. Um carinho e afeto de amigos, companheiros de campo político e de ideais de justiça social e combate às desigualdades”.
Segundo Lula, “além de prestar solidariedade”, ele desejou “toda a força para seguir lutando”. O petista afirmou ainda “saber bem o quanto é importante” o “apoio popular” nos momentos “mais difíceis”.
Leia mais: Lula visita Cristina Kirchner em prisão domiciliar após dar asilo a outra condenada
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Comentários (2)
Andre Luis Dos Santos
03.07.2025 20:31Vergonhoso. Mas, sabe como é, corrupto se da bem com corrupto.
Marcos Rezende
03.07.2025 17:41Bandidos são bandidos e tem quadrilha para se protegerem.