A nova marca do União Progressista
A logomarca faz uma alusão às cores dois partidos: azul e amarelo; a federação vai reunir aproximadamente 110 parlamentares
A federação União Progressista (UP) apresentou nesta sexta-feira a marca que será utilizada pelo consórcio partidário.
A logomarca faz uma alusão às cores dois partidos: azul e amarelo.
Como mostramos nesta semana, o União Brasil e o Progressistas formalizaram a instituição de uma federação partidária. O conglomerado terá 109 deputados federais – a maior bancada da Câmara -, 14 senadores, seis governadores, e cerca de 1.400 prefeitos e 12 mil vereadores.
A cerimônia de formalização do consórcio contou com a participação dos presidentes nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de governadores, como o de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e congressistas. Entre eles, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Antônio Rueda e Ciro Nogueira, que presidirão a federação em conjunto até dezembro, fizeram a leitura do manifesto da federação, denominado “Por um Choque de Prosperidade e pela Modernização do Estado”.
“A Federação União Progressista é um avanço histórico de nossa democracia. Representamos a maior força política no Congresso Nacional e assumimos hoje o compromisso de ajudar a conduzir o Brasil em direção ao seu futuro de grandeza, de paz e de justiça social”, diz o documento.
“A boa política é a arte de construir soluções e consensos, sobretudo nas conjunturas que ameaçam tornar remota ou improvável a consecução desse desafio. A fragmentação da representação parlamentar, recorde em termos internacionais, há muito é apontada como um dos graves empecilhos à governação do país”.
O texto ressalta que os partidos, em conjunto, trabalharão para que o país tenha responsabilidade fiscal e responsabilidade social. “Temos de garantir o equilíbrio das contas públicas para que o equilíbrio e a paz social possam ser assegurados”.
Além disso, diz que a economia “patina” e que o Brasil é “uma democracia economicamente estagnada”, e defende uma “revisitação” da estrutura de cada um dos Poderes.
Lira e ACM Neto
Segundo Ciro Nogueira e Rueda, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) foram “fundamentais” nas negociações para a formação da federação.
“O que nos move hoje não é servir à política e aos políticos. Até porque cada partido terá que fazer enormes sacrifícios. Estamos abrindo mão de muitos interesses individuais e locais por algo maior”, afirmou ACM Neto, em discurso na cerimônia.
De acordo com Alcolumbre, o caminho até o lançamento da federação não foi fácil. “Foi muita reunião, muita conversa, muito diálogo, em alguns momentos desentendimentos legítimos da construção política de um país também dividido“.
Em suas palavras ainda, a aliança “foi feita com muita maturidade institucional, com espírito público, com compromisso de país, na maioria das vezes deixando os interesses pessoais, regionais e individuais de lado”.
“Estamos no caminho certo na pacificação do Brasil. O Brasil precisa de um norte para os brasileiros. Porque, muitas vezes, somos chamados para decidir por um lado ou outro. Mas o caminho do equilíbrio, da ponderação, do diálogo e do entendimento é que faz um país do tamanho do Brasil seguir em frente”, afirmou o presidente do Senado.
Comando
Efraim Filho explicou que há estados, como a Paraíba e o Maranhão, em que não houve consenso, por enquanto, sobre como ficará o comando da federação.
Segundo ele, nesses estados, se não houver um acordo até 2026, a direção nacional da federação decidirá pelo político com mais viabilidade eleitoral para comandar.
Efraim revelou ainda que o União Brasil presidirá a federação em 2026 e será feito um rodízio na presidência, com o PP assumindo em 2027 e assim por diante.
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