A ‘Missão 7×1’: como Renan se preparou para a sabatina da Globo
Um dos principais exercícios foi um debate com sete integrantes em uma sala fechada. Arthur do Val auxiliou em resposta sobre ucranianas
De olho sobretudo no eleitorado de centro, o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, dedicou os últimos sete dias a uma espécie de preparação intensiva para a sabatina da TV Globo.
Participaram dos preparativos integrantes da cúpula do partido, entre eles o deputado federal Kim Kataguiri, a vereadora Amanda Vetorazzo, Renato Battista, Pedro D’Eyrot e o ex-deputado estadual Arthur do Val, que ficou conhecido por declarações misóginas sobre mulheres ucranianas durante a guerra no país.
O episódio foi um dos temas abordados nos treinamentos. Na sabatina, Renata Vasconcellos e César Tralli questionaram Renan sobre as declarações de do Val. O candidato classificou as falas como “inadequadas”, mas ressaltou que se tratava do vazamento de uma conversa privada.
Cancelamento de compromissos e sala fechada
Renan chegou a cancelar compromissos de campanha em preparação para a entrevista, entre eles uma participação no canal do jornalista Luiz Bacci.
Um dos principais exercícios foi um debate com sete integrantes do Missão em uma sala fechada. Os participantes interrompiam e confrontavam Renan de forma contínua, em uma simulação do ambiente das entrevistas do Jornal Nacional. O objetivo era evitar que o candidato perdesse o raciocínio diante das interrupções e garantir que conseguisse concluir suas respostas.
“O saldo [da sabatina] no final foi muito positivo. Ele conseguiu passar as propostas e falar para além do nosso público”, afirmou Amanda Vetorazzo após a entrevista na TV Globo.
Na sabatina, Renan mencionou o caso envolvendo o jornalista Luís Pablo, no Maranhão, que teve o sigilo da fonte quebrado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Questionado sobre uma declaração anterior a respeito de descumprir decisões ilegais, Renan afirmou que não pretende desrespeitar decisões do STF, mas defendeu que pode ocorrer em casos pontuais.
“A lei. Há uma decisão do STF que diz que decisão ilegal não se cumpre. É uma decisão do STF. Recentemente, o Alexandre de Moraes violou uma cláusula pétrea, quebrando o sigilo de fonte do Maranhão. Não existe democracia sem sigilo de fonte. Imagina se quebra o sigilo de fonte aqui na Rede Globo. Ele derrubou. Isso é cláusula pétrea“, declarou.
“Declaração formal de guerra”
Na entrevista, Renan afirmou que o país precisa de uma “declaração formal de guerra” contra o crime organizado.
“O Brasil vive uma guerra. O crime organizado está em guerra com você que está assistindo. Se você mora numa favela, o crime vai até você. Hoje, quase 40 milhões vivem sob direta e indireta influência.”
O presidenciável defendeu a alteração das leis penais para implementar o chamado Direito Penal do Inimigo, filosofia jurídica proposta pelo Missão para o enfrentamento às facções criminosas.
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Comentários (1)
Annie
27.08.2026 10:17Renan passou o trator nos lacradores globais da Globo, hoje com certeza vão passar pano para o chefe não tenho estômago.