A força-tarefa parlamentar para tirar Bolsonaro da prisão
Grupo de 22 senadores apresentou Supremo Tribunal Federal um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária
Um grupo de 22 senadores apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 7, um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que o estado de saúde dele é grave e incompatível com a manutenção da custódia na sede da Polícia Federal, em Brasília.
No requerimento, idealizado pelo senador Wilder Morais (PL-GO), encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os parlamentares afirmam que Bolsonaro apresenta um quadro clínico “grave, complexo e progressivamente agravado”, com múltiplas enfermidades de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica, parte delas decorrentes das sequelas permanentes do atentado sofrido em 2018.
Segundo o documento, essas condições exigem um monitoramento médico contínuo, vigilância permanente e resposta imediata a intercorrências, o que, de acordo com os senadores, não teria sido plenamente assegurado durante o período de custódia.
O pedido afirma que, ao longo da prisão, houve episódios recorrentes de agravamento do estado de saúde, alguns com risco concreto à vida, o que evidenciaria a incompatibilidade entre a custódia e as necessidades clínicas do ex-presidente.
Os parlamentares citam como fato o episódio ocorrido em 6 de janeiro de 2026, quando Bolsonaro bateu a cabeça após cair da sua cama durante a madrugada. De acordo com o pedido, o episódio representou risco concreto à vida do ex-presidente e revelou falhas no aparato montado pela Polícia Federal.
O requerimento também menciona que Bolsonaro sofre de soluços incoercíveis crônicos, condição clínica documentada em prontuários médicos, que demandaria intervenção médica imediata e ajustes frequentes de medicação.
“A sucessão de eventos desde o início da prisão demonstra que a custódia evoluiu de uma medida cautelar para um fator concreto de risco à vida, reforçando a urgência de adoção de medida menos gravosa, apta a preservar a saúde, a integridade e a própria existência do custodiado”, afirma Wilder Morais, o idealizador do pedido.
Como mostramos, há um movimento semelhante na Câmara. Parlamentares como Ubiratan Sanderson (PL-RS) apresentaram pedidos semelhantes nesta quarta.
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Comentários (2)
Edilson
07.01.2026 19:55são os REPRESENTANTES do POOOOOVO.
Está é a principal e única preocupação dos Deputados? Ar-condicionado na Polícia Federal q faz barulho, uma queda do ex-presidente... Todo dia e toda hora! Se um Deputado ou Senador for entrevistado, certeza q vai falar no sobrenome Bolsonaro... Enquanto isto, os brasileiros atolados em contas e impostos p/ pagar...