A esperança da defesa de Vorcaro no STF
Advogados aguardam julgamento na Segunda Turma sobre pedido de revogação da prisão preventiva
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter expectativa de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal reavalie, nesta sexta-feira, 13, a prisão preventiva do empresário. Segundo o advogado Sérgio Leonardo, o foco da estratégia jurídica neste momento é o pedido de revogação da medida cautelar.
“Esse é o foco. Nós temos argumentos jurídicos muito sólidos. Nós temos muita esperança de que os ministros analisem isso com cuidado”, afirmou.
Questionado sobre a situação do banqueiro, o advogado disse que Vorcaro considera a prisão “injusta”. Ainda de acordo com a defesa, a possibilidade de transferência do banqueiro para outra unidade prisional não é “prioridade” neste momento.
“Isso não é prioridade por hora, tendo em vista que o ministro garantiu os nossos direitos na unidade onde ele se encontra”, completou.
Os advogados estiveram com o banqueiro nos últimos dois dias na Penitenciária Federal de Brasília.
As visitas, segundo ele, ocorreram em parlatório sem gravação de áudio ou vídeo, em cumprimento a decisão do STF que garantiu o sigilo da comunicação entre advogados e cliente.
“Colocaram a gente em um parlatório sem nenhuma câmera, sem nenhum áudio, cumprindo a decisão do Supremo para resguardar o sigilo da nossa conversa”, disse. Vorcaro permanece preso preventivamente no âmbito das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.
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PF errou?
A defesa do banqueiro afirmou que a Polícia Federal teria induzido o ministro do, André Mendonça, a “erro” ao decretar a prisão preventiva do empresário. Segundo o advogado Sérgio Leonardo, a decisão judicial teria se baseado em fatos antigos, sem elementos atuais suficientes para justificar a medida cautelar.
“A decisão do ministro André é toda baseada em fatos pretéritos. Não há contemporaneidade”, afirmou.
De acordo com a defesa, as acusações mencionadas na decisão envolvem mensagens e pagamentos que teriam ocorrido antes da primeira prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado.“Tudo é antigo, tudo é antes da primeira prisão. Isso não pode, de acordo com a lei, sustentar uma prisão preventiva em março de 2026. Nenhuma imputação feita ao Daniel sobre aquelas mensagens e pagamentos é atual, e a gente tem muita esperança de que os ministros analisem isso”, declarou.
Na avaliação do advogado, a análise da Polícia Federal teria levado o ministro a decretar a prisão com base em elementos que não representam risco atual para a investigação.“O ministro André foi induzido a erro pela Polícia Federal e decretou em março uma prisão com base em fatos todos anteriores a novembro do ano passado, como a mensagem sobre o Lauro Jardim, do meio do ano passado, por exemplo”.
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