Uma boa e uma má notícia para Flávio na pesquisa Quaest
Filho 01 de Bolsonaro se consolida no eleitorado de direita, mas a rejeição entre os eleitores independentes resiste
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11, indicou poucas mudanças na corrida presidencial desde janeiro.
A mais relevante é o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cima do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que seria hoje seu principal desafiante à direita.
Enquanto Lula oscilou negativamente de 39% para 37% desde dezembro, Flávio foi de 23% para 31% em intenções de voto no cenário de primeiro turno em que ambos enfrentariam Ratinho, que caiu de 13% para 7% em dois meses — mas ainda não lançou pré-candidatura.
Rejeição
As taxas de rejeição a Flávio e Lula seguem idênticas, em 55% e 54%, respectivamente. Mas há mudanças sutis na composição dessa rejeição.
O índices de “conhece e votaria” do senador subiram levemente entre os eleitores de direita não bolsonarista (de 70% para 72%) e os bolsonaristas (de 84% para 88%).
Nos dois casos, trata-se de uma oscilação dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — foram ouvidos 2.004 eleitores de 5 a 9 de fevereiro.
Isso indica que a manutenção da candidatura de Flávio frente à alternativa Tarcísio de Freitas (Republicanos), cada vez mais distante, vai convencendo os eleitores de direita a caminhar junto com o filho 01 de Jair Bolsonaro.
Medo
Outro dado que reforça essa impressão é o de que subiu de 62% para 71% desde janeiro a proporção de eleitores de direita não bolsonaristas que consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o filho como pré-candidato à Presidência da República. Em dezembro de 2025, eram 55%.
Além de tudo, caiu de seis pontos percentuais para três, também dentro da margem de erro, a distância entre os grupos que têm mais medo de a família Bolsonaro voltar do que de Lula continuar.
Em janeiro, 46% temiam mais os Bolsonaros, e 40%, Lula. Agora, 44% temem os herdeiros do ex-presidente, e 41% temem a permanência do petista por mais quatro anos.
Notícia ruim
A notícia ruim para Flávio é que a rejeição entre os eleitores independentes, que definem a eleição no segundo turno, oscilou positivamente, de 61% para 64%.
Para além de convencer os eleitores de direita a votarem contra Lula, o grande desafio do filho de Bolsonaro é atrair o eleitorado de centro, que hoje votaria mais no petista.
Com os números de hoje, Flávio consegue passar para o segundo turno, mas não se eleger.
Leia mais: Realtime aponta os eleitores que Flávio precisa convencer
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Comentários (3)
Sandra
12.02.2026 21:58Quem realmente tem bom censo e não vota nos extremos, está esperando Caiado, Zema, Ratinho ou Eduardo Leite. Diante do quadro atual, se chegarem ao 2º turno, acredito que teremos o maior nº de votos nulos já visto no país
Quero não acreditar nessas pesquisas que ainda põem Lula e Bolsonaro (qualquer um da família) no jogo pela presidência. Chega de populistas, ou vigaristas, o que é sinônimo nessa hora.
Fabio
11.02.2026 19:45Essa quaest tem a metodologia bem questionável. Eles fazem a pesquisa por telefone, telefone fixo. Que tipo de população uma amostragem dessa representa?