Um truque de Lula sobre a inflação emplacou
Pesquisa indica que presidente conseguiu convencer maioria do país com medida cosmética, mas ele ainda é apontado como principal culpado pela inflação
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, 1º de abril, indicou que um truque do governo Lula (foto) para fingir que combate a inflação convenceu mais da metade dos brasileiros: 55,5% acreditaram que a isenção de impostos de importação sobre alguns alimentos ajudará a reduzir os preços desses produtos.
Como mostrou Crusoé, a medida foi recebida com ceticismo por economistas e associações de produtores. Os produtos com a alíquota zerada representam apenas 1% do que o Brasil importou em 2024, e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Paulo Bertolini, classificou a medida como “inócua”.
Apesar disso, 33% dos 4.659 brasileiros ouvidos pela AtlasIntel disseram acreditar que a medida fará os preços diminuírem um pouco, e 23% acreditam que os preços irão diminuir muito. Apenas 26% acham que que os preços permanecerão iguais e 17% disseram que a medida fará os preços aumentarem.
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De quem é a culpa?
Os dados da pesquisa indicam que o ilusionismo do governo funciona, mas está longe de livrar Lula de responsabilidade pela alta nos preços dos alimentos. A inflação é preocupação para 86,6%, e 56,9% dos consultados de 20 a 24 de março atribuem a alta nos preços à “política econômica falha do governo”.
Além disso, 62,5% acreditam que o governo não está tomando as medidas corretas para conter a inflação e deveria fazer mais.
O que o Palácio do Planalto poderia — e deveria — fazer mesmo para conter a inflação são reformas estruturais, e isso Lula e seus ministros já deixaram claro que não têm disposição para fazer, sob risco de ameaçar a popularidade já cambaleante do petista.
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Dever de casa
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reconheceu na semana passada que o governo Lula tem um “dever de casa” a entregar, mas prometeu entregá-lo só depois da próxima eleição.
“Nós dependemos de parceria do Congresso Nacional, porque, quando apresentamos as medidas [de reformas], o Congresso tem que estar com vontade de votar. Nós estamos perto de um processo eleitoral, aí fica mais difícil. Acho que a janela, repito, acho que a janela para as grandes mudanças estruturais no ajuste, elas acabarão ficando para pós-eleição de 26”, comentou em programa oficial.
Pelo jeito, seguirão tentando enganar a população até lá com outras medidas inócuas, enquanto entregam ao Banco Central a missão de conter a inflação.
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Comentários (5)
Angelo Sanchez
02.04.2025 14:05Gastos públicos indiscriminados com doações de todas as espécies, como forma de ganhar votos dos pobres, como: bolsa família, bolsa escola, bolsa estudo, redução de impostos, etc., geram inflação, Enquanto isto, Simone Tebet, traiu a confiança do seu eleitor, se vendeu por um punhado de regalias, foi agraciada com um cargo no governo, e se não mudar de partido, vai perder as próxima eleições.
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
02.04.2025 11:27Esses 23% é o gado petista, se Lula disser que devemos exportar "gás de pum", o que esta turma irá comer de repolho e batata-doce será um espanto. Ministra Tebet, a próxima eleição é só ano que vem, não dá para fazer nada antes? Todo ano que não tem eleição antecede um no qual haverá eleição.
Annie
02.04.2025 09:54A mentira tem perna curta.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
01.04.2025 21:10Daqui a 2 meses volta tudo ao normal com o choque de realidade dos preços subindo.
Osmair Mendonça
01.04.2025 16:37Essa Tibet enganou muita gente. Espero que os eleitores do MS dê uma banana pra essa fingida .