Um trampolim para Pimenta na enchente do Rio Grande do Sul Um trampolim para Pimenta na enchente do Rio Grande do Sul
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Um trampolim para Paulo Pimenta na enchente do Rio Grande do Sul

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 15.05.2024 10:27 comentários
Análise

Um trampolim para Paulo Pimenta na enchente do Rio Grande do Sul

Após ser indicado ministro da Reconstrução do RS, caberia a Pimenta dizer aos quatro ventos que não pretende ser candidato ao governo do estado em 2026. Difícil será convencer alguém disso

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura 15.05.2024 10:27 comentários 10
Um trampolim para Paulo Pimenta na enchente do Rio Grande do Sul
Foto: Secom/PR

O presidente Lula achou por bem indicar Paulo Pimenta (foto), ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), para assumir o cargo de ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul. E o que isso comunica é péssimo.

Desde que o governo federal começou a reagir à tragédia das chuvas no Sul, Pimenta divide os holofotes com o ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, a quem o assunto de fato diz respeito. Por quê?

A explicação mais benevolente é de que Pimenta é do Rio Grande do Sul, onde foi eleito quatro vezes deputado federal, inclusive para a atual legislatura. Mas não é possível ignorar que Pimenta figura há meses entre os pretendentes ao governo do estado em 2026.

Reação atrapalhada

A pretensão eleitoral do ministro turva ainda mais a já atrapalhada reação do governo Lula à tragédia. E não apenas por que a indicação de Pimenta sugere um cálculo eleitoral, mas porque o ministro da Secom foi protagonista nessa reação atrapalhada.

Coube a Pimenta, tão envolvido nos esforços federais em sua terra natal, colocar o Estado brasileiro no lugar de vítima das enchentes, ao solicitar abertura de inquérito sobre fake news sem apontar qualquer prejuízo das mentiras e meias verdades que circulam para a reação à tragédia até agora, só quem se machucou com isso foi o próprio Palácio do Planalto.

Quer dizer, o governo Lula estava no centro das preocupações do ministro da Secom desde o início da tragédia, como era de se esperar de um ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O que exatamente estará no centro das preocupações de Pimenta a partir de agora, como ministro da Reconstrução?

Neutralidade

Diante da escolha de alguém diretamente interessado nas futuras eleições estatuais, mesmo petistas ventilam reservadamente que seria melhor ter optado por um nome neutro, como o do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Agora, caberia a Pimenta, no mínimo, dizer aos quatro ventos que não pretende ser candidato ao governo do Rio Grande do Sul em 2026. Difícil será convencer alguém disso — e de que os petistas não estão se aproveitando da tragédia para ganhar votos, como já fez a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

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Rodolfo Borges

Rodolfo Borges é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou em veículos como Correio Braziliense, Istoé Dinheiro, portal R7 e El País Brasil.

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Comentários (10)

ROBERTO DE VASCONCELLOS PEREIRA

2024-05-17 11:21:30

A prioridade número 1 do PT é poder. A número 2 também. Também a número3. ..... A prioridade 1001 do PT é poder. Matematicamente, este é um exemplo de série infinita.


José Carlos Marinho

2024-05-16 19:37:33

Tenho pena do nossos irmãos gaúchos. Além de sofrerem com todos esses desastres naturais ainda lhes foram impostos por Lula o nome desse canalha para administrar a crise. Desgraça pouca é bobagem.


Lecio Ferreira

2024-05-16 15:26:45

Acho é bom quando esses petistas asquerosos, tipo esse daí, Gleise, Lindbergh e outros disputam eleições majoritárias, é a chance de ficarmos livres deles por no mínimo quatro anos no Congresso, pois só se elegem deputados no máximo.


CLAUDIO NAVES

2024-05-15 14:25:52

PT gerindo verbas, azar do povo gaúcho !


Lucilio Ferreira Andrade

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