Rejeição de Messias antecipa desembarque de Alcolumbre e do Centrão
Principal beneficiado pode ser o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
A rejeição à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), antecipa o desembarque tanto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), quanto de boa parte do Centrão, da base de apoio do governo Lula no Congresso Nacional e precipita o debate sobre a sucessão na presidência do Senado, em fevereiro de 2027.
Além disso, a derrota histórica de Lula também representa o início de uma aproximação do Centrão com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Como mostramos, apenas 35 parlamentares votaram a favor da indicação de Messias. Para que ele fosse aprovado, seriam necessários pelo menos 41 votos. Ocorreu justamente o contrário. 42 senadores votaram contra a indicação de Messias. Um número superior até mesmo às projeções mais otimistas por parte da oposição.
A derrota foi articulada por Davi Alcolumbre. Desde o final do ano passado, o presidente do Senado vinha dando sinais de sua insatisfação com o governo Lula. O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, até tentou reverter o cenário com o empenho de aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas, mais cargos. No entanto, poucos parlamentares ainda acreditam nas promessas do governo Lula.
Inconformado com a não indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao Senado, Alcolumbre resolveu dar o troco. Mas isso por si só não explica a debandada. Integrantes do Centrão confidenciaram a O Antagonista que agora pretendem deixar a base do governo Lula de olho em um palanque com Flávio Bolsonaro.
Alcolumbre também já estaria de olho nesse cenário e em um eventual favoritismo de Flávio. Por isso, o parlamentar do Amapá fez questão de entregar a cabeça de Messias como um gesto aos bolsonaristas. Uma retaliação a Lula que pode garantir a Alcolumbre o apoio do PL à sua reeleição à Presidência do Senado.
De quebra, essa atuação do PL também pode garantir a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD), mas pelas mãos de Flávio Bolsonaro em um futuro governo. Apesar desse cenário ser visto com reservas pela ala radical bolsonaristas, alguns parlamentares do Centrão defendem que o futuro presidente ainda terá outras três indicações: as vagas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Ou seja, o STF já teria uma maioria bolsonarista já que esse quarteto tende a se juntar a André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Ou seja: a derrota não foi um simples ato de birra de Alcolumbre. Envolveu algo maior. A reafirmação de que o governo Lula acabou de vez.
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Comentários (1)
Annie
30.04.2026 10:55Nine ainda tem tem um trunfo nas mãos uma indicada mulher veremos os próximos capítulos.