Crise no INSS: Planalto vai usar ‘fim da escala 6×1’ para tentar blindar Lula
Receio de auxiliares petistas é que o presidente da República seja taxado, nas redes sociais e pela oposição, como ‘ladrão de aposentadorias’
O Palácio do Planalto iniciou uma ofensiva interministerial para tentar atenuar os danos à imagem do presidente Lula em virtude das investigações sobre os descontos indevidos de aposentadorias e pensões. A ideia agora é dar corpo à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala do 6×1.
Assessores palacianos admitiram a este portal que há um temor dentro do governo federal de que a imagem de Lula seja arranhada após as revelações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). O receio dentro do Palácio do Planalto é que a crise do INSS crie um desgaste ao governo federal tão drástico quanto a crise do Pix. Conforme apurou este portal, o maior temor do Palácio é que Lula seja taxado de “ladrão de aposentadorias”.
Como mostramos, a oposição ao governo Lula aproveitou o escândalo dos descontos ilegais para protocolar um novo pedido de CPI. O presidente da Câmara, Hugo Motta, é contra a ideia de se instaurar uma investigação, mas ele já começa a receber pressões dentro do próprio partido. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, não somente assinou o pedido de CPI como também reafirmou seu apoio à investigação.
Uma CPI no meio do caminho da crise no INSS
Apesar de os deputados petistas insistirem na tese de que uma CPI poderia também atingir membros do governo Jair Bolsonaro, como os ex-ministros Rogério Marinho e Onyx Lorenzoni, o próprio Palácio do Planalto admite que esse argumento cai por terra ao se verificar o volume de descontos ilegais. A escalada ocorreu após o ano de 2023, já na gestão Lula.
Lula, temendo a escalada da crise, fez um pronunciamento em rede nacional na noite desta quarta-feira, 30. Em rádio e TV, o petista defendeu o “aprofundamento do debate” sobre o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de folga.
“Nós vamos aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho vigente no país, em que o trabalhador e a trabalhadora passam seis dias no serviço e têm apenas um dia de descanso. A chamada jornada 6 por 1.Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras“, disse Lula
Outros integrantes do governo reforçaram a narrativa petista. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fez um apelo pela mobilização dos trabalhadores para a redução da jornada de trabalho e o fim da “escala 6×1” durante as festividades do Dia do Trabalhador. “É evidente que isso não será num passe de mágica, é preciso mobilização, é preciso convencimento”, disse Marinho no ato popular.
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Comentários (3)
Marian
01.05.2025 20:27Não adianta. Em que mundo vivem?
Claudemir Silvestre
01.05.2025 18:56QUE FASE !!! LULA PEDE PRA SAIR !! Faz este favor ao país !!!
JEAN PAULO NIERO MAZON
01.05.2025 18:39Cortina de fumaça... o barba tá mais perdido que fdp no dia dos pais